João Paulo Messer

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PSL do Sul considera Moisés um filiado de efeito “Denorex”

Primeira interpretação à saída do governador de Santa Catarina do PSL é de resultado positivo

Nos anos 1980 havia um comercial de produto capilar que sugeria: “parece ser remédio, mas não é”. A expressão logo passou a ser usada para fazer analogia de fatos que pareciam uma coisa, mas eram outra. Assim, quando se refere a alguém que não é o que parece ser este é comparado ao “Denorex”.

Essa expressão é usada pelos membros do PSL do Sul do Estado ao avaliar as relações com o governador Carlos Moisés, que acaba de deixar a sigla.

Governador saiu do PSL oficialmente neste sábado (10) – Foto: DivulgaçãoGovernador saiu do PSL oficialmente neste sábado (10) – Foto: Divulgação

Não existe, ainda, uma avaliação oficial do partido, mas é comum ouvir a mesma interpretação de todos os “pesselistas” do Sul, em relação à saída anunciada por Carlos Moisés.

Para este conceito individual tornar-se posição oficial do partido falta o aval do presidente estadual da sigla deputado federal Fábio Schiochet, que tem o controle do grupo na região.

Pesselistas do Sul lembram que a região não ocupa qualquer vaga no governo e ainda consideram Moisés “mal agradecido”, pois todos enaltecem o fato de Schiochet ter sido ombro amigo do governador no seu momento mais delicado – primeiro impeachment – quando poucos ficaram ao lado dele.

Críticas ao governador

A crítica mais severa vem quando lembram o quanto os vínculos com o governador atrapalharam os candidatos a prefeito durante a eleição de 2020, quando estavam em campanha no auge da crise dos respiradores e não só não podiam contar com o apoio do governador como ainda eram obrigados a dar explicações.

Por fim, a leitura dos principias líderes do PSL no Sul ao movimento de saída do partido é que o ato realizado pelo governador neste sábado (10) restringiu-se a um pequeno grupo, o que mostra baixo prestígio dentro do partido. Quer dizer, pouca gente deve sair com ele.

No Sul, mais do que em outras regiões, os antigos correligionários de Carlos Moisés enxergam como provável caminho do governador o PSD. Para chegar a esta conclusão levam em conta o fato de o deputado Júlio Garcia – atualmente principal liderança política do Sul – ser hoje a maior influência política sobre Moisés.

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