“Queremos aumentar efetivo da Defesa Civil de Joinville”, diz novo secretário

Paulo Rogério Rigo, secretário de Proteção Civil e Segurança Pública, falou sobre os desafios e as prioridades da pasta

O ND+ continua nesta terça-feira (19) a série de entrevistas com os novos secretários de Joinville. O objetivo é conhecer os desafios e as prioridades de cada pasta na nova administração municipal.

O quarto entrevistado é Paulo Rogério Rigo, secretário de Proteção Civil e Segurança Pública. Ele é formado em Tecnologia de Infantaria, em Recursos Humanos e em Educação Física. Passou quase 35 anos no Exército Brasileiro, dos quais 15 em funções operacionais e 20 na área administrativa. Nos últimos cinco anos, foi responsável pela seção de comunicação social do 62º Batalhão de Infantaria.

Paulo Rogério Rigo é o novo secretário de Proteção Civil e Segurança Pública – Foto: Rogério da Silva/NDPaulo Rogério Rigo é o novo secretário de Proteção Civil e Segurança Pública – Foto: Rogério da Silva/ND

“Estou muito motivado, me sinto um garoto no seu primeiro emprego. Estou muito motivado porque percebo essa nova forma de governar, dando escolha para equipes de trabalho sem política, sem conchavo, dando liberdade para o secretariado de poder escolher o seu time de forma bastante técnica”, diz Rigo. Confira a entrevista:

Quais são os desafios e as prioridades para este primeiro momento?

No primeiro momento, temos que formar a equipe de trabalho. Já temos um corpo de profissionais trabalhando e queremos fazer o completamento dentro dos ideais do Adriano, formando uma equipe técnica com pessoas voltadas com o objetivo único de trabalhar em prol do cidadão. A partir daí, em cima dos objetivos traçados pela gestão, vamos iniciar e dar uma pronta resposta para a população que espera muito.

Os desafios são muitos. Em comparação a outras cidades, nós temos uma cidade relativamente tranquila, mas não podemos nos acomodar. Temos que trabalhar e já estamos fazendo isso. Tudo tem que ser planejado, há projetos começando a ser elaborados, desde o trabalho preventivo, atuando nas escolas junto às crianças e aos alunos. 

Segurança não envolve só o trabalho de polícia, da guarda, envolve a prevenção, uma boa iluminação de ruas, uma boa sinalização. Além de nos preocupar em formar uma equipe, já começamos a trabalhar em cima desses projetos. Nós tivemos o problema dos alagamentos no final do ano, que nos deu muito trabalho. A gente nem bem tinha assumido e já estávamos em campo com a Defesa Civil. É um problema corriqueiro, mas que nós precisamos estar preparados.,

Há previsão de medidas para minimizar ou solucionar o impacto dos alagamentos em Joinville?

A gente precisa fortalecer mais a Defesa Civil, o que envolve equipamentos, projetos, sistemas de monitoramento modernos. Não que os nossos sejam obsoletos, mas a gente está em busca de tecnologia, até porque a natureza não avisa muito tempo antes. Também precisamos aumentar o efetivo, são ações que já estamos costurando, mas que não se consegue fazer de uma hora pra outra.

Apoiar a manutenção dos Consegs é uma das propostas de Adriano. Como fazer isso?

Eu vejo que é fundamental esse contato, esses debates, que serão feitos. Não tivemos tempo ainda, é muito recente, até porque teve a questão do alagamento. Mas tão logo a gente consiga, nós vamos fazer o contato com eles porque ali são debatidos os problemas e são apresentadas as resoluções, aquilo que se pode fazer.

Outra proposta é fortalecer a Defesa Civil. Quais são as maiores necessidades desse órgão hoje e como fazer isso?

São questões de melhor aparelhamento, de reforçar o efetivo. O trabalho da Defesa Civil é mapear, fazer registros e dar subsídio para o Executivo. As ações que a gente tem conversado bastante é dar apoio em equipamentos, melhorar o efetivo da Defesa Civil para que a gente possa sempre dar uma pronta resposta. Temos que estar preparados para o pior. 

Secretário quer aumentar efetivo da Defesa Civil em Joinville – Foto: Prefeitura de JoinvilleSecretário quer aumentar efetivo da Defesa Civil em Joinville – Foto: Prefeitura de Joinville

Sobre a iluminação pública, que passa por um impasse em relação ao contrato e é fundamental para a segurança pública: como o senhor acredita que a questão pode ser resolvida?

Eu não gosto de dar opinião sobre assuntos que não tenho embasamento, que não são da minha secretaria. A questão da iluminação é importante, naturalmente você coíbe o crime. O meu sonho é ter um sistema integrado juntando todas as forças da segurança com o sistema de vigilância de modo que o meliante, se souber que está sendo vigiado.

Câmeras de vigilância nas entradas da cidade: como implementar isso? Já há alguma previsão?

Temos várias cidades que já tem esses centros integrados. O monitoramento dos acessos da cidade não tem como não ter, a gente não pode deixar de ter esse tipo de material. Eu penso, e já conversei com o Adriano, de trabalharmos para buscar recursos junto à iniciativa privada, já que o cobertor é curto, para montar um centro integrado que, além das vias de acesso à cidade, poderá mapear pontos críticos com acidentes de trânsito ou criminalidade.

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