Paulo Alceu

Análises qualificadas e comentários assertivos acerca dos assuntos mais relevantes para os catarinenses.


Vacina e política não combinam

Vacina sendo feita às pressas levanta desconfianças. E não se trata só da chinesa. Laboratórios na Europa e nos Estados Unidos estão querendo se eximir de responsabilidades judiciais devido a pressão pela liberação da vacina, que leva de dois a três anos para ser disponibilizada com eficiência e segurança. Claro que estamos numa condição de pandemia e de ansiedade exacerbada. Quem não quer uma vacina logo para combater essa peste? E está mais do que visível que este jogo vem sendo estimulado pelo governador marqueteiro de São Paulo, João Dória. Começou impondo uma rígida quarentena para se contrapor ao presidente Bolsonaro. Depois bateu e rebateu na questão de cloroquina, e agora está usando a vacina para criar factoides politiqueiros e se apresentar como uma liderança a favor da imunização. O discurso apaziguador de Dória ,que tem a vacina de pano de fundo. é recheado de hipocrisia, pois a finalidade e desacreditar o presidente Bolsonaro que acaba alimentando ainda mais essas armadilhas. Até porque não espere deste presidente elegância, etiqueta e trato político. Ele atropela. Mas não se pode desconsiderar que a vacina está num patamar muito superior a picuinhas políticas. Levanta inclusive dúvidas desta dedicação e empenho do governador de São Paulo pela vacina da China. Procede a desconfiança , pois trata-se de um país onde tudo começou e foi durante algum tempo abafado, inclusive, punindo médicos e escondendo informações. Até aqui o Brasil não está negligenciando , pelo contrário , participa da vacina de Oxford, faz parte do consórcio de 125 países, além de importar ,quando prontas, vacinas da França e da Índia. A vacina da China estaria nesse mesmo patamar , pois o Instituto Butantan, que produz a vacina da Influenza, é referência e merece respeito. Mas ocorre que o governador João Dória usa tudo isso para se promover , dentro de suas características marqueteiras, e para agredir o presidente, que acaba entrando nessa bola dividida, antecipando a campanha de 2022, o que é deplorável e condenável.