Veja quais foram os gastos dos senadores por SC em 2020

- +
Veja o que alegam Dário Berger (MDB), Esperidião Amin (PP) e Jorginho Mello (PL), os três senadores eleitos para representar Santa Catarina no Senado

Santa Catarina possui três senadores que representam o Estado no Congresso. Entre eles, quem mais gastou em 2020 foi Jorginho Mello (PL). Ele justifica os gastos em relação ao seu trabalho e produtividade.

O congressista tem o maior número de leis sancionadas na atual legislatura, conforme levantamento realizado em outubro de 2020, com base em dados disponíveis nos sites do Senado, do Planalto e imprensa oficial. Foram oito leis sancionadas em dois anos de mandato.

O texto segue para o plenário do Senado – Foto: Marcos Oliveira/Agência SenadoO texto segue para o plenário do Senado – Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Em outubro, o presidente Jair Bolsonaro escolheu o senador Jorginho Mello (PL-SC) como novo vice-líder do governo no Congresso. O parlamentar participa, atualmente, de 10 comissões. Nos últimos anos tem sido destacado pelo site Congresso em Foco pela sua atividade parlamentar em nível nacional.

Com cotas para exercício da atividade parlamentar, segundo levantamento feito pelo ND, Jorginho Mello usou R$ 206.922,12. A maior parte do dinheiro foi para aluguel de escritórios (R$ 84.184,15) e passagens aéreas (R$ 51.243,14), emitidas antes da pandemia.

Ele também declarou gastos extras, não incluídos na cota, de R$ 9.683,56. Desses, R$ 8.474,54 foram usados para mandar correspondências. O gabinete de Mello possui 11 pessoas contratadas e os escritórios de apoio 29.

Em relação ao uso da cota para exercício da atividade parlamentar, ele declara que houve uma economia de quase 40% em relação ao ano anterior.

“Nossa meta para 2021 é aumentar essa relação economicidade x produtividade. Durante toda a minha vida parlamentar mantenho uma postura de respeito com o uso do dinheiro público e cobro isso da equipe inteira. Recentemente, por exemplo, houve a mudança de endereço do escritório de Florianópolis, o que fez baixar pela metade os gastos com aluguel”, diz Jorginho.

O senador também informa que foi o único parlamentar a doar metade do salário, logo no início da pandemia, beneficiando quatro instituições durante três meses. A sua equipe também resolveu contribuir com 10% do salário, auxiliando outras duas instituições.

Serviços de apoio ao mandato

O segundo senador de Santa Catarina que mais usou cota parlamentar foi Dário Berger (MDB), num total de R$ 201.038,90. A maior parte do dinheiro serviu para contratar serviços de apoio ao parlamentar (R$ 71.144). O valor aumentou em relação ao ano anterior, quando foi declarado o empenho de R$ 26.700 para o mesmo fim.

Crédito: Elaine Cristina/Editoria de Arte/NDCrédito: Elaine Cristina/Editoria de Arte/ND

Ele também gastou R$ 52.016,77 com locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis. A Hilux que o senador aluga por mês custa R$ 4.550 aos cofres públicos.

Em gastos não incluídos na cota, ele declarou ter usado R$ 14.046,05, dos quais R$ 13.174,89 foram para mandar correspondências. O gabinete do senador tem 13 pessoas listadas trabalhando e seus escritórios de apoio 9.

Por meio da assessoria de imprensa, Berger afirmou que o aumento registrado em 2020 no uso da cota parlamentar se dá pelo fato da contratação de uma empresa especializada, no início deste ano, anterior a pandemia, para prestar consultoria, pesquisa e trabalhos técnicos de apoio ao exercício do mandato, especialmente para contribuição relativa aos assuntos tratados na Comissão de Educação Cultura e Esporte, presidida por ele.

“Importante destacar que durante a pandemia, por determinação do senador, o valor do contrato foi reduzido pela metade em comum acordo. Os trabalhos do Congresso, mesmo que remotamente, continuam e o serviço de assessoramento se faz necessário. Em praticamente todas as demais despesas inclusas na cota a qual os senadores têm direito, o senador Dário Berger é o catarinense que menos gasta”, destaca.

Senado tem gastos que não podem ser verificados

Esperidião Amin (PP) usou R$ 165.503,07 em cotas para exercício da atividade parlamentar. Nos gastos extras, declarou ter usado R$ 48 mil para enviar correspondências em 2020.

No ano anterior ele havia gastado R$ 13.337,74 nos Correios. Amin mantém gabinete com 11 pessoas contratadas e escritórios de apoio com 14 funcionários à disposição.

Em termos de transparência nas informações, a Câmara possui dados mais detalhados sobre como é usada a cota. Alegando preservação à intimidade de senadores e servidores, o Senado Federal mantém pelo menos R$ 29,2 milhões em gastos que não podem ser verificados, seja por estarem sob sigilo ou por ausência da nota fiscal na Transparência, como apontou o portal Metrópoles em levantamento de março do ano passado.

Os valores englobam despesas com serviços de saúde, passagens aéreas, contas telefônicas e outras rubricas da cota para exercício de atividade parlamentar.