Paulo Alceu

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Vereadora de Florianópolis reduz privilégios e verba de gabinete

Ela abrirá mão do celular oficial, do carro oficial e, inclusive, de passagens e diárias

A vereadora Manu Vieira, do Partido Novo , assumiu sua cadeira na Câmara em Florianópolis abrindo mão de vários privilégios.

Manu Vieira (NOVO) é  uma das cinco mulheres vereadoras em Florianópolis em 2021 – Foto: Anderson Coelho/NDManu Vieira (NOVO) é  uma das cinco mulheres vereadoras em Florianópolis em 2021 – Foto: Anderson Coelho/ND

Poderia servir de exemplo para todos os 23 vereadores. Pois é, ela afirmou que reduzirá em 70% os gastos da verba de gabinete. E foi específica nas redes sociais declarando que abrirá mão do celular oficial, do carro oficial e inclusive de passagens e diárias.

Verba para exercer a função é uma coisa, privilégios são outra. Há um excesso de recursos disponibilizados para os gabinetes, onde podem ser contratados de 20 a 25 servidores, número maior de pessoal que muitas pequenas e médias empresas, que sustentam a economia do país. Chega a ser acintoso.

A Câmara de Florianópolis custa R$ 55 milhões por ano. É mais cara que a Câmara de Joinville , maior cidade do Estado. E a lei protege esses gastos por meio dos repasses, chamados duodécimo, quando a prefeitura repassa 4,5 % da arrecadação para o Legislativo Municipal.

Tudo isso, exige uma revisão moralmente consciente. Esse festival de dinheiro que se perde entre gabinetes em todas as esferas não deixa de ser uma agressão ao trabalhador brasileiro, que durante no mínimo cinco meses paga com sua força de trabalho os impostos para sustentar essa orgia, que a vereadora Manu, num ato solitário, mostra que pode ser diferente.