Vereadores vão ao MPF contra mais atrasos na obra do contorno viário da Grande Florianópolis

Descumprimento de prazos para entrega do projeto que fará o tráfego fluir na região da Grande Florianópolis devia ter sido concluído há dez anos

Vereadores da Grande Florianópolis criaram na segunda-feira (2), em reunião na Câmara de Vereadores de São José, uma frente parlamentar pela conclusão das obras do contorno viário. Com a saída da construtora Camargo Corrêa do empreendimento tocado pela concessionária Arteris Litoral Sul, deve ocorrer novo atraso na entrega da rodovia.

Túnel do Contorno Viário da Grande Florianópolis segue em construção na região – Foto: ANTT/Divulgação/NDTúnel do Contorno Viário da Grande Florianópolis segue em construção na região – Foto: ANTT/Divulgação/ND

Por isso, os vereadores decidiram se unir para cobrar mais agilidade e transparência. Eles pretendem levar o caso ao MPF (Ministério Público Federal) e uma das reivindicações deve ser a abertura das cancelas dos pedágios da região enquanto a obra não estiver pronta.

A proposta de unir os vereadores em torno do problema e buscar uma ação contra novos atrasos surgiu na Câmara de São José, quando os vereadores foram informados sobre a saída da Camargo Corrêa dos canteiros de obras. Eles confirmaram que o ritmo dos trabalhos já está mais lento, embora a Litoral Sul tenha garantido que as obras prosseguem normalmente.

“No dia 19 de maio, vamos ouvir novamente a Arteris e a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e buscara presença das demais câmaras, por meio desta frente que estamos criando, dos deputados federais, dos senadores, Associação dos Municípios da Grande Florianópolis e governo do Estado.

A Grande Florianópolis está sendo muito prejudicada pelo atraso na obra, que deveria estar pronta em 2012”, comentou a presidente da Câmara de São José, vereadora Méri Hang. Os vereadores reclamam de falta de transparência da concessionária e do governo federal, por meio da ANTT, em relação à obra.

Lembram, também, que o desacerto entre a construtora e a concessionária existe desde o fim do ano passado, com impacto no cronograma. Os parlamentares acreditam que o prazo de entrega previsto para31 de dezembro de 2023 não será mais cumprido. Trabalhadores já teriam sido dispensados e o projeto estaria sendo empurrado para 2030, quando termina o contrato de concessão da Arteris.

Visita conjunta e pressão parlamentar

Embora a obra seja uma concessão federal, os vereadores prometem apertar a fiscalização, promovendo visitas conjuntas e municiando parlamentares federais e o Ministério Público. Segundo o presidente da Câmara de Palhoça, Joel Filipe Gaspar, além de todo o atraso ainda há promessas não cumpridas em relação aos bairros da cidade.

“Queremos respostas para o cidadão, que é quem mais está preocupado e tem nos cobrado, mesmo sabendo que a obra é federal”, acrescentou o presidente da Câmara de Florianópolis, Roberto Katumi. O presidente da Câmara de Biguaçu, Lucas Rosa Vieira, lembrou da revolta da população com os danos causados na malha viária municipal.

“Os consertos não são realizados a contento e no ritmo que a população exige. Por isso, o que todos querem é que essa obra termine o quanto antes”, acrescentou. O presidente da Câmara de Santo Amaro da Imperatriz, Nilto Lehmkuhl, o vice-presidente da Câmara de São Pedro de Alcântara, Odair Luiz Laurentino, e vereadores de São José, Palhoça e Biguaçu endossam a iniciativa.

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