Altair Magagnin

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VÍDEO: Bolsonaro dá resposta sobre corte de R$ 43 milhões em obras de BRs em SC

Presidente da República explicou o motivo da decisão e o que vai acontecer a partir de agora; assista ao vídeo

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou na manhã desta quinta-feira (27) que vai “recompor ao longo do ano” os recursos que foram cortados de Santa Catarina no Orçamento para obras em rodovias federais. A declaração foi feita a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada.

Assista ao vídeo

As tesouradas do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), no Orçamento de 2022 cortaram recursos para obras em rodovias federais no Estado de Santa Catarina. No total serão R$ 43.203.780 a menos em relação ao previsto. As informações foram publicadas na edição de segunda-feira do “Diário Oficial da União”.

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Estão na lista de rodovias impactadas as BRs 101, 470, 280 e 163.

  • BR-101 – Km 408 – Km 413 – Araranguá – R$ 20.000.000
  • BR-470 – Navegantes – Rio do Sul – R$ 18.047.385
  • BR-280 – Jaraguá do Sul – Porto União – R$ 4.296.996
  • BR-163 – Guaíra (PR) – Itapiranga (SC) – R$ 859.399

Questionado sobre o impacto da decisão, o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) em Santa Catarina informou que o plano de trabalho das rodovias é feito com base no Orçamento. Ou seja, diante dos recursos disponibilizados será organizado o planejamento para 2022.

“Parte da imprensa de Santa Catarina bateram em mim que eu cortei R$ 38 milhões do Orçamento de Santa Catarina. Eu cortei R$ 3 bilhões do Brasil todo. O Parlamento fez um Orçamento além da previsão de receita, sou obrigado a cortar. Estão me esculhambando em Santa Catarina porque eu cortei R$ 38 milhões. Mas, a gente vai recompor ao longo do ano, porque tem excesso de arrecadação. Mas, é impressionante a crítica. Por que não criticou os parlamentares, que inflaram o Orçamento?” Jair Bolsonaro, presidente

SC responde por mais de 41% do total no Dnit

O corte de R$ 43,2 milhões previsto no Orçamento da União para investimentos em rodovias federais no Estado de Santa Catarina em 2022 representa mais de 41% da tesourada total no Ministério da Infraestrutura, que foi de R$ 177,8 milhões no total.

Trecho da BR-470 – Foto: Stevao Limana/NDTVTrecho da BR-470 – Foto: Stevao Limana/NDTV

Em valores, o Ministério da Infraestrutura foi o quinto mais atingido.

O corte foi inteiramente concentrado em recursos para obras em rodovias realizadas pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

Após a tesourada, a pasta conta ainda com R$ 8,2 bilhões em recursos discricionários.

Menos recursos

Em dezembro do ano passado, o governo federal já havia cortado R$ 40 milhões de recursos previstos no Orçamento para obras de infraestrutura rodoviária em Santa Catarina.

Bancada de Santa Catarina quer de volta os R$ 83 milhões

Deputados federais e senadores de Santa Catarina anunciaram, nesta terça-feira (25), a disposição de cobrarem a recomposição dos mais de R$ 83 milhões que foram cortados do Orçamento federal para obras em BRs no Estado.

Reunião virtual da bancada catarinense – Foto: Divulgação/NDReunião virtual da bancada catarinense – Foto: Divulgação/ND

Os valores incluem o contingenciamento de R$ 40 milhões em dezembro e R$ 43 milhões nessa segunda-feira.

Uma reunião com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, já foi solicitada pela coordenadora do Fórum Parlamentar Catarinense, deputada federal Angela Amin (PP).

O colegiado de congressistas de Santa Catarina se reuniu na manhã de terça-feira (25) e também decidiu procurar o ministro-chefe da Casa Civil, senador licenciado Ciro Nogueira (PP), que passou a ter maior poder de decisão sobre o Orçamento.

As reuniões com os ministros não têm data definida, mas espera-se que sejam pautadas para a próxima semana, no retorno das atividades do Congresso Nacional.

O que dizem os senadores

Próximos ao presidente Jair Bolsonaro (PL), os senadores Jorginho Mello (PL) e Esperidião Amin (PP) adotaram tons diferentes em manifestações sobre o corte de R$ 43 milhões no Orçamento federal para obras em rodovias de Santa Catarina.

Senador Esperidião Amin – Foto: Divulgação/NDSenador Esperidião Amin – Foto: Divulgação/ND

Amin foi o porta-voz da reunião do Fórum Parlamentar Catarinense e distribuiu um comunicado à imprensa em que critica a demora nas obras.

“Vamos reivindicar, primeiro, rapidez nas obras que já estão contratadas. Não esquecendo de reivindicações históricas. Vamos recompor esses recursos e conseguir agilidade nessas obras, que seguem como uma tartaruga muito lenta”, afirmou o senador Esperidião Amin (PP).

Jorginho, que deve ser o candidato de Bolsonaro ao governo do Estado, só respondeu porque foi perguntado pelo blog.

Jorginho Mello e Tarcísio de Freitas, ministro da Infraestrutura – Foto: Divulgação/NDJorginho Mello e Tarcísio de Freitas, ministro da Infraestrutura – Foto: Divulgação/ND

Disse que participou da reunião do Fórum e “segue acompanhando os desdobramentos junto à bancada para tentar recompor os valores cortados”.

Dário Berger, que está de saída do MDB e de entrada no PSB, partido que deve ser vice de Lula, rasgou críticas à decisão de Bolsonaro.

Mais que uma união entre os diferentes partidos, Dário cobrou um movimento que deixe de lado as ideologias políticas, sob pena de Santa Catarina continuar “no fim da fila das prioridades de Brasília”.

O corte de R$ 43 milhões do Orçamento para investimentos em rodovias foi classificado como “falta de respeito do governo federal com Santa Catarina, reiteradamente”. “É inadmissível”, acrescentou, “uma injustiça com o Estado que representa a sexta economia do país”.

Senador Dário Berger – Foto: Edilson Rodrigues/Divulgação/NDSenador Dário Berger – Foto: Edilson Rodrigues/Divulgação/ND

Dário repercutiu o percentual levantado pelo blog, de que o corte em Santa Catarina significa mais de 41% do orçamento suprimido da pasta. “Isso representa quase a metade do veto total do Ministério da Infraestrutura para o Brasil inteiro”.

“Não se trata meramente de ser contra ou a favor do governo. Esquerda ou direita. O fato é que precisamos erguer nossa voz, cobrar o que é nosso direito, unidos, esquecendo ideologias políticas, ou seguiremos no fim da fila das prioridades de Brasília”, completou.

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