Paulo Alceu

Análises qualificadas e comentários assertivos acerca dos assuntos mais relevantes para os catarinenses.


2016, 2018…

Conversas preliminares entre PP e PSD, que tiveram início nesta semana, vão muito além de uma parceria em torno da reeleição de Cesar Júnior, que quer os progressistas ao seu lado

As conversas preliminares entre PP e PSD, que tiveram início nesta semana, vão muito além de uma parceria em torno da reeleição de Cesar Júnior, que quer os progressistas ao seu lado. Trata-se de um projeto político mais amplo, que alcança as eleições para o governo do Estado, e que ficaram claro no encontro desta semana do deputado Gelson Merisio com a ex-prefeita Angela Amin. Além disso, a data de 1º de março, fixada pelo prefeito para que o PP defina oficialmente a parceria, bateu na trave. Como expressou a ex-prefeita, é o mesmo que fechar as portas, pois a legislação eleitoral está impondo outro ritmo, que passa, nesse momento, pelas mudanças de siglas, se transformando num período fértil de diálogo e avaliações. Inclusive, o deputado João Amin, presidente do PP municipal, também expressou que as datas que o PP seguirá serão as que foram determinadas pela legislação eleitoral, pois fixar um prazo fora disso é não querer conversar. Pois é, pelo visto, o prefeito Cesar Júnior terá que esperar, quem sabe, até o dia 11 de abril, quando será divulgado pelo PP, depois de todas as reuniões e debates pela cidade, o Projeto Florianópolis 2020, que poderá servir de programa de governo. Mas de quem? Pode ser de Angela Amin ou, de repente, se somar ao projeto de reeleição de Cesar Júnior. Uma coisa é certa, terá o PMDB de adversário.

CARIMBO

Ainda há, nos bastidores da política, certo ceticismo sobre a candidatura à reeleição de Cesar Júnior. Perguntado sobre a possibilidade de não concorrer em outubro, a resposta foi a seguinte: “quando eu vejo as manifestações e movimentações de deputado Gean Loureiro, me sinto mais comprometido ainda com a reeleição, com a cidade… vou disputar e mostrar tudo que fizemos e estamos fazendo”.

Inevitável

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As denúncias formuladas pelo vereador Vanderlei Lela Farias sobre a lentidão nas obras do elevado do rio Tavares provocaram reações de governistas, alegando que são infundadas e eleitoreiras. O vereador do PDT é cotado, de repente, para vice na chapa do peemedebista Gean Loureiro. Lela rebate, afirmando que desde 2014 aponta a ineficácia do projeto do elevado. Tanto que a Secretaria de Obras acatou as sugestões que encaminhou e alterou o projeto. O que chamou a atenção é que a denuncia foi feita na tribuna da Câmara, esta semana, e pelo visto os governistas desconheciam. Falta sintonia com a prefeitura para rebater ataques da oposição, que acabam ocupando espaço, sem contraponto.

 

Lá e cá

De um lado, o vereador Vanderlei Lela Farias, do PDT, afirmando que a lentidão nas obras do elevado do rio Tavares se deve à falta de um projeto estrutural denominado “cimbramento”, que faz a escora das bases de concreto. Do outro, o secretário de Obras, Rafael Hahne, destacando que esta etapa se transformou num desafio, por conta do solo, que sofreu alterações, exigindo tratamento especial. E afirma que, apesar dessas dificuldades, já esperadas, não haverá atraso no cronograma de obras. E contesta o vereador, garantindo que não se trata da falta de projeto específico. Entre o lá e o cá, o certo é que a obra, fundamental para a região, está em ritmo mais lento. Isso é um fato, detalhado pelo vereador do PDT. Mas segundo o secretário, a engenharia detecta problemas e encontra soluções. Tomara.

Empurrando

Protelar, via liminar, o depoimento que prestaria no Fórum de São Paulo, não pode ser considerado uma vitória do ex-presidente Lula. Ele, que reclamou que está cansado de falar sobre esse assunto, deveria, isso sim, dar um ponto final, contestando as acusações provando o contrário. Mas, pelo visto, não é bem assim… e enquanto não tiver um desfecho, o assunto permanece vivo. E daí não adianta reclamar que está cansado de falar sobre isso tudo.

Vai e vem

A volta do vereador Cesar Faria à Câmara, via Justiça, que num de seus argumentos reconhece que é morosa, revela as brechas existentes, alimentando um sentimento de impunidade. Faria está buscando o que considera seus direitos e já revelou, em roda de amigos, que pretende disputar a reeleição em outubro. E o maior empecilho não está nas acusações que o abalroaram com a Operação Ave de Rapina, mas em casa. O veto é total.

Segurança

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O deputado Mário Marcondes protocolou na Assembleia um convite ao secretário César Grubba para, em plenário, expor à Santa Catarina as medidas e ações da Segurança Pública. Segundo o parlamentar do PR, a população está apreensiva com os altos índices de criminalidade e cobra um serviço público mais eficiente e de qualidade. Seria uma oportunidade do secretário expor detalhes sobre a pasta e suas evoluções.

Mudança

Tem mais algumas semanas pela frente para o troca-troca de siglas autorizado pela lei eleitoral. O movimento é intenso nos bastidores. No âmbito nacional, as apostas são de que o PT sofrerá maiores baixas. Já perdeu quatro deputados federais. Por aqui, o deputado Padre Baldissera voltou a ser alvo de mudança. Ele não confirma, mas está ouvindo as bases.

Militante

Assim que deixou o PSDB e ingressou no PSD, o secretário Eduardo Deschamps foi sondado sobre a possibilidade de disputar a Prefeitura de Blumenau. Chegou a avaliar, mas considerou prematuro. Vai continuar no comando da Educação. Inclusive em Lages, segunda-feira passada, o governador Colombo anunciou a permanência de Dechamps frente à Educação na reunião com os diretores de escola. “Vou apoiar os candidatos em Blumenau e me integrar à campanha”, destacou o secretário.

Faz sentido

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Sem entrar em detalhes sobre disputas eleitorais, o deputado Jean Kuhlmann sugeriu ao prefeito Napoleão Bernardes que reduza a tarifa do transporte coletivo em Blumenau, até que o sistema esteja totalmente em operação. Kuhlmann alega que o reajuste aconteceu para a operação do consórcio anterior que foi extinto. Além disso, destaca que a nova concessionária tem uma despesa menor, não fazendo sentido cobrar os R$ 3,65 da tarifa.

 

 

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