A Assembleia sem grandes desafios

Eleições municipais mobilizarão mais os parlamentares do que o trabalho legislativo, uma situação que a sociedade deve acompanhar bem de perto

Um ano com eleições municipais modifica o ritmo dos deputados estaduais, assim como o dos federais e senadores, e terá reflexos nos projetos do Centro Administrativo, leia-se do governador Raimundo Colombo. Os parlamentares deverão trabalhar com um calendário especial a partir do segundo semestre, a exemplo do que ocorreu nas últimas legislaturas, e a elaboração dele será uma das missões do primeiro encontro que o presidente Gelson Merisio deverá ter com os líderes das bancadas na semana que vem.

Com a preocupação em manter hegemonia na base, muitos deputados deverão dividir o tempo, principalmente porque uma eleição mais curta e sem doações empresariais exigirá mais trabalho de porta em porta. Outro cenário que ajuda a evitar grandes mudanças é o que definirá o futuro da presidente Dilma Rousseff, no Congresso Nacional.

Colombo terá que dosar o tamanho e intensidade das alterações que pretende enviar ao parlamento. Um deles, a fusão e até a extinção de empresas públicas, proposta que já dura cinco anos, terá a prioridade reavaliada, muito mais por pressão dos deputados do que pela cautela do governador. Não deveria funcionar assim, a sociedade tem prioridade sobre os embates eleitorais.

Na Serra

Reunião de todo o colegiado, que inclui os presidentes de estatais, marcada para a próxima quinta-feira, no Sesc, em Lages, terá a participação do professor Ubiratan Rezende, da Universidade Ave Maria, na Flórida (EUA), ex-secretário da Fazenda e do Planejamento. O governador Raimundo Colombo falará de cenários, controle de gastos e a atenção à arrecadação de impostos, o que leva a crer que a ordem é apertar mais o cinto.

Bom argumento

A reunião de Raimundo Colombo com o colegiado, na quinta, servirá de argumento para não se encontrar com o vice-presidente Michel Temer, que visita a Fiesc e terá encontro político com o PMDB. O vice, Eduardo Pinho Moreira, será seu representante, embora Colombo tenha confirmado a participação no dia 1º de fevereiro com governadores, em Brasília, uma segunda rodada que deve envolver a presidente Dilma Rousseff.     

MAIARA GONÇALVES/DIVULGAÇÃO/ND

Celso Vedana, Sisi Blind, Nelson Serpa e José Caramori: cumprimentos e debate sobre o Congresso Catarinense de Municípios, em Jolinville

BOAS VINDAS ANTECIPADAS

Antes da eleição e da posse no próximo dia 28, o secretário Nelson Serpa (Casa Civil) antecipou os cumprimentos à prefeita Sisi Blind (PP), de São Cristóvão do Sul, que deverá ser eleita presidente da Federação Catarinense dos Municípios. Como Serpa e todo o secretariado estarão, em Lages, no mesmo dia, na conversa onde também estavam o ex-comandante da entidade e atual presidente do Badesc José Caramori e o diretor de Articulação Institucional da federação Celso Vedana, além da grave situação das prefeituras e do momento político nacional, foi debatida a participação do governo do Estado no Congresso Catarinense de Municípios, de 15 a 17 de março, em Joinville. O secretário da Casa Civil é o responsável pela interlocução do Estado com os municípios.

“O PT representa parcela da opinião brasileira e, como tal, melhor que continue ativo, que se livre das mazelas que o acometem e que o PSDB se prepare para vencer dele nas urnas.”

Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente (PSDB), ao ir de encontro ao pedido de extinção do PT, pedido pelos tucanos.

ROBERTO AZEVEDO/ND

O senador Dalírio Beber visitou tucanos na Assembleia para debater o quadro político do Estado

NO TAPETE VERMELHO

Senador Dalírio Beber (PSDB) deu um rasante pela Assembleia, nesta segunda. Conversou com o deputado Marcos Vieira, presidente estadual do PSDB, e manteve contato com o ex-deputado Gilmar Knaesel. Para Dalírio, o PSDB de Santa Catarina está muito bem, mas pondera que, do jeito que as coisas caminham em Brasília, com o efeito Eduardo Cunha (PMDB-RJ), dificilmente progredirá o impeachment de Dilma Rousseff, mesmo sentimento externado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre a legitimidade dos comandantes da Câmara e do Senado (Renan Calheiros, PMDB-AL), ambos investigados por corrupção. O foco tem que estar na soulão da crise econômica, afirma Dalírio.

Melhora

Com base em Blumenau, o senador Dalírio Beber vê grande desgaste na decisão do prefeito Napoleão Bernardes (PSDB) pelo rompimento do contrato com o Consórcio Siga, do transporte coletivo, que deixou a população sem ônibus. Otimista, Dalírio explica que era o que tinha a ser feito e acredita que, em 60 dias, Napoleão reverte o quadro depois da assinatura de um contrato emergencial.

Tiroteio

Está chato o bate-rebate entre prefeitura de Florianópolis e Casan sobre os problemas de saneamento básico, principalmente no Norte da Ilha de Santa Catarina. Agora, que a companhia enviou a listagem de 33 ações para melhorar o sistemas, muitas medidas emergenciais e outras de grande impacto, a prefeitura afirma que apertará a fiscalização, sinal de que os dois lados têm que se unir para atingir o interesse da sociedade e parar de querer politizar o debate, como se tudo em questão fossem “querelas” entre PSD e PMDB.   

* Benzedura e uma boa sessão de descarrego seriam boas saídas para a Casan ultrapassar mais uma bomba, o rompimento de uma adutora na Grande Florianópolis.

* Desaparecimento de pai e filha, no costão da Praia dos Ingleses, gerou uma situação diplomática e levou o governador Raimundo Colombo a ligar para o embaixador da Argentina no Brasil, Luís Maria Kreckler, e informar detalhes da operação de resgate, o que demonstra preocupação com a repercussão no maior contingente de turistas estrangeiros que visita o Estado.

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