Amigos e parentes prestam última homenagem ao presidente do TRE Solon D’Deça Neves

Neves havia assumido a presidência do tribunal fazia dois meses, mas segundo amigos e colegas, havia imprimido sua marca no órgão

Amigos, parentes, colegas e conhecidos do presidente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), Solon D’Deça Neves, foram prestar as últimas homenagens ao jurista no velório realizado no cemitério Jardim da Paz durante toda a manhã e tarde desta terça-feira (24). Neves, que havia assumido a presidência do TRE em fevereiro, morreu na noite de segunda-feira e deixa três filhas.

O juiz do TRE Carlos Vicente da Rosa Goes conta que falou com Neves por volta das 20h40 de segunda-feira, horas antes dele sofrer um infarto fulminante do jurista. “Ele tinha acabado de fazer uma bateria de exames e estava brincando que viveria pelo menos mais uns 20 anos, por volta das 23h30 me ligaram dando a notícia”, conta Goes. Segundo ele, Neves estava animado esperando o show de Paul McCartney.

“Solon assumira fazia apenas dois meses, mas sua presença foi notada e fará falta no TRE, que perde uma peça importante”, diz Goes. Para o ex-presidente do TRE e desembargador do TJ (Tribunal de Justiça), Newton Trisotto, além de um grande magistrado, Neves sempre tratava muito bem a todos ao seu redor. “Era um homem de espirito conciliador, merecia e sempre merecerá o respeito do povo brasileiro”, fala Trisotto.

A filha de Neves, Mariana D’Eça Neves, descreveu o pai como a pessoa mais honesta e correta que já teve a oportunidade de conhecer, disse que ele cumpriu seu papel como pai, amigo e jurista. “Tenho muito orgulho dele”, disse.

“Era um amigo, uma pessoa de sensibilidade extrema e senso de justiça sem igual, fará muita falta para todos”, lamentou o juiz de direito de segundo grau Odson Cardoso Filho. “Estou inconformado, perdi um de meus melhores amigos, alguém que sempre esteve ao meu lado”, lastimou José Trindade dos Santos, que presidiu o TJ quando Neves era corregedor e descreveu Neves como uma pessoa alegre e brincalhona. Tiago Silva, ex-diretor do Procon, salienta que Neves era uma pessoa íntegra, ética e que acabaria sendo presidente do TJ mais cedo ou mais tarde.

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