Biometria e mudanças de zoneamento geram filas

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A identificação biométrica, que prometia trazer mais agilidade ao pleito, foi responsável por filas em vários locais do país durante a votação deste domingo (7).

Além disso, o fato de o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ter determinado o fechamento de seções em todo o país para reduzir custos contribuiu para as longas esperas.

Eleitores que consultaram o site do TSE para encontrar o endereço de seus locais de votação relataram problemas no sistema. Segundo o tribunal, isso se deveu ao grande número de acessos simultâneos.

No Rio, Salvador e em Belém, as filas atrasaram o fechamento das urnas; eleitores que esperavam receberam senhas para votar após as 17h.

Parte dos fluminenses que não fizeram o cadastramento estavam aptos a votar graças à biometria feita pelo Detran.

O órgão exportou dados coletados para emissão da habilitação. Muitos, porém, não sabiam que estavam cadastrados; outros, ainda, não tiveram a biometria reconhecida.

Em Salvador, a principal reclamação foi quanto à fusão de seções, às vezes cinco numa só. Mas também houve eleitores que não tiveram a digital reconhecida pelo equipamento. Em uma hora, a reportagem presenciou quatro casos -os eleitores votaram após assinarem um documento.

Problemas com rezoneamento também foram a maior causa de filas em São Luís.

Devido ao recadastramento, que cancelou 216 mil títulos, três zonas eleitorais da capital do Maranhão foram extintas. A procura pelas novas seções gerava confusão e filas.

O Pará foi dos estados que tiveram filas mais longas, com até três horas de duração.

No estado, o mais populoso do norte, o sistema foi implantado em 54 municípios, que reúnem quase 3 milhões de pessoas, cerca de metade dos eleitores locais.

Em todo o país, 716 cidades passaram por cadastramento biométrico obrigatório.

Em Guarulhos, novo sistema funciona bem e agiliza voto

Em Guarulhos, segundo maior colégio eleitoral do estado de São Paulo e o maior onde o cadastramento biométrico foi obrigatório, a identificação pela impressão digital transcorreu sem problemas.

“É mais rápido. E ajuda a não ter fraude”, disse o motorista José Marcos Ferreira, 55, após votar. Na cidade paulista, 99,92% dos 814.342 eleitores do município fizeram o cadastramento biométrico.

Quem não fez, teve o título cancelado. Foi o caso de Gelson Alecsandro Grandão, 37.

Ele compareceu a sua seção no bairro de Bonsucesso para saber se conseguiria votar, mas seu nome não estava na lista e foi impedido de votar.

O fiscal o orientou a comparecer em um cartório eleitoral a partir de 5 de novembro para regularizar a situação. “Não fui [cadastrar a digital no prazo] porque não quis, estava com preguiça”, afirma.

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