Altair Magagnin

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Carlos Moisés justifica escolha do novo secretário de Educação por foco no ensino técnico

Governador também confirmou a escolha de Luiz Felipe Ferreira na Controladoria-Geral do Estado

A coluna teve a oportunidade de fazer a primeira das únicas três perguntas respondidas ontem por Carlos Moisés. As questões repercutiram nomes indicados para o primeiro escalão. O nome de Luiz Felipe Ferreira foi confirmado para a Controladoria-Geral do Estado. Sobre a opção por Natalino Uggioni para a Secretaria de Educação, Moisés citou a prioridade ao ensino profissionalizante. Questionado, o governador não respondeu, mas deixou transparecer que a pressão por um nome vinculado à ideologia conservadora do PSL não foi considerada. 

Entrevista de Carlos Moisés - Luis Debiasi/Agência AL/ND
Entrevista de Carlos Moisés – Luis Debiasi/Agência AL/ND

O senhor confirma o nome do professor Luiz Felipe Ferreira para a Controladoria-Geral do Estado? E sobre a escolha do secretário de Educação, Natalino Uggioni, até que ponto pesou a questão ideológica?

O Felipe, sim, é o nome confirmado para a Controladoria-Geral do Estado. Quanto à escolha do secretário da Educação, aqueles que me acompanharam durante a campanha, perceberam que eu falava muito sobre a conexão que havia entre o ensino médio e as empresas, a indústria, sobre o perfil ofertado de empregos. Uma reclamação, inclusive tem uma estatística, cerca de 40% dos jovens que saiam do ensino médio, do ensino técnico inclusive, não encontravam um parque industrial que lhes receba. A partir daí, a gente começou a pensar muito, principalmente sobre o ensino médio. O professor [Uggioni] tem histórico de 26 anos de sala de aula e enfoque no ensino técnico. A gente sonha com esse ensino técnico. O percentual que entra no ensino superior é mínimo, se não tivermos um bom ensino médio, as pessoas saem das escolas, e esse é um grande problema, a evasão. Nós não conseguimos tornar o ensino médio atrativo aos jovens. Sem essa atratividade, os jovens abandonam a escola e nós passamos a ter uma geração de pessoas que não tem conexão com emprego ofertado. Portanto, penso que, para o Brasil, não só para Santa Catarina, nós temos que apostar muito no ensino técnico profissionalizante, para que a gente tenha condições de já gerar renda para essas pessoas. Em um eventual ensino integral, podem estudar em meio período e fazer estágio no outro, exatamente naquele ramo de atividade já está estudando, normalmente já recebendo alguma renda familiar, e poderá ser aproveitado ao final do término do ensino médio. Tenho dito que os servidores estão com os olhos brilhando, porque sabem que muita coisa pode ser feita, tanto na Educação, quanto na Saúde e Segurança. Esse foi o viés de escolha.

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