Carlos Nadalim é cotado para assumir o Ministério da Educação

Secretário Nacional de Alfabetização também defende a educação domiciliar sem precisar da escola regular

O presidente Jair Bolsonaro estuda nomear o secretário nacional de Alfabetização, Carlos Nadalim, para o lugar de Abraham Weintraub no comando do Ministério da Educação. A exemplo de Weintraub, Nadalim é seguidor de Olavo de Carvalho e defensor do homeschooling – a educação domiciliar, sem precisar, necessariamente, da escola regular.

Secretário Nacional de Alfabetização Carlos-Nadalim e Ministro da Educação Abraham Weintraub – Foto: José Cruz/Agência BrasilSecretário Nacional de Alfabetização Carlos-Nadalim e Ministro da Educação Abraham Weintraub – Foto: José Cruz/Agência Brasil

A solução caseira atenderia ao desejo da ala ideológica do governo de ter um substituto que agrade. A demissão de Weintraub é um aceno para uma pacificação com o STF (Supremo Tribunal Federal) e com o Congresso, que pressionam pela saída do ministro.

Leia também:

A situação de Weintraub já era considerada insustentável para uma parte do governo, mas piorou após ele se reunir, no domingo passado, com manifestantes. O grupo desrespeitou uma ordem do governo do Distrito Federal que proibiu protestos na Esplanada dos Ministérios. O anúncio da demissão deve ser feito nesta quinta pelo presidente.

Uma das possibilidades aventadas no Palácio do Planalto é Nadalim assumir de forma interina, dando tempo para que Bolsonaro encontre um nome para comandar a pasta de forma definitiva. Assim, o presidente repetiria o que fez no Ministério da Saúde, onde nomeou o general Eduardo Pazuello.

Nadalim é apontado com um dos articuladores da demissão de Ricardo Vélez Rodríguez, antecessor de Weintraub. Na época, militares e olavistas disputavam cargos na pasta. Com a chegada de Weintraub, os ideológicos ganharam poder.

Weintraub, que é economista, deve assumir um cargo num banco no exterior. O ministro tem o apreço da família Bolsonaro e o presidente busca uma saída “sem traumas” para o auxiliar. O desfecho, segundo auxiliares do Planalto, foi costurado em conversas reservadas entre o presidente e o ministro.

Nesta quarta, Weintraub não participou da cerimônia de posse dos ministros Fábio Faria (Comunicações) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia). Estiveram presentes o presidente do STF, Dias Toffoli, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e líderes do Centrão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

01 Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.
  • Leonardo
    Leonardo
    "uma pacificação com o STF" poderia ser entendido como "chantagem" ?

+ Política