Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.


Com medo de morrer, ex-deputada da Venezuela apela ao Brasil

Em jantar com parlamentares brasileiros há poucos dias em Brasília, a deputada cassada na Venezuela María Corina Machado revelou que só não foi presa ainda a mando do presidente Nicolas Maduro porque ele teme o Brasil

Em jantar com parlamentares brasileiros há poucos dias em Brasília, a deputada cassada na Venezuela María Corina Machado revelou que só não foi presa ainda a mando do presidente Nicolas Maduro porque ele teme o Brasil e pela pressão internacional sobre seu caso.

Membros da Comissão de Relações Exteriores da Câmara preparam viagem a Caracas, a fim de cobrar uma explicação do presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, que a cassou numa canetada em decisão monocrática, e agora quer retirar-lhe a cidadania venezuelana.

O jantar ocorreu na casa do advogado Fernando Tibúrcio, que já ajuda no Brasil o senador boliviano Roger Molina, que tenta refúgio no Ministério da Justiça. Corína vai voltar ao Brasil para audiências públicas no Congresso Nacional, a fim de denunciar perseguições políticas e prisões arbitrárias.

Corína foi cassada porque discursou em assembléia da OEA em Washington mês passado, na vaga de um embaixador do Panamá, e criticou a situação de seu país. Diosdado Cabello, presidente da Assembleia e Chavizta, alegou que Corina não poderia ter representado a Assembleia na reunião da OEA e a cassou.

Mas ela não representou. Segundo relatos, o embaixador do Panamá cedeu sua vaga para que ela discursasse.

BATTISTI & PIZZOLATTO

Advogados das partes acompanham atentos os casos: Há uma ação do MP Federal no Rio que pede a anulação do refúgio concedido pelo então presidente Lula ao italiano Cesare Battisti . Se avançar e o STF acolher, ela abre caminho para que o mensaleiro Henrique Pizzolatto seja deportado e preso no Brasil, em troca do envio de Battisti. O caso de Pizzolatto na Justiça italiana será demorado, por causa do generoso código de processo penal italiano – alguma semelhança com o daqui? – por ser pego com passaporte falso. Enquanto isso, a PF rastreia o dinheiro que o petista lavou no exterior.

LONGE DAS TIETES

Sem bases aéreas militares em todas as 12 cidades sedes, algumas seleções da Copa vão desembarcar nos aeroportos, mas com slots programados e fingers exclusivos, com saída especial e escolta policial. Longe, portanto, dos fãs.

LEMBRETE

Para quem reclama do SUS: a ONG Médicos Sem Fronteiras atende a 6 mil pessoas acampadas no entorno de um hospital em Goré, no Senegal, refugiados de guerras civis.

PODER DAS ÁGUA$

O BNDES vai financiar US$ 1,1 bilhão para construção da hidrelétrica Tumarín, promessa de… Daniel Ortega, na Nicarágua. A obra é da Queiroz Galvão.

VISTAS GROSSAS 

Deve-se repetir com autoridades aeronáuticas da Malásia a punição que houve com militares no caso do acidente com o Boeing da Gol e o Legacy em 2006. O porta-voz das Forças Armadas de lá admitiu que foi detectado no radar objeto não reconhecido se movendo em direção ao Ocenao Índico, fora da rota, mas nada fizeram.

FESTA E PUXÃO DE ORELHA

O governador Beto Richa, do Paraná, comemora a liberação de R$ 817 milhões do ProInveste para o Estado, por decisão do STF. Alega perseguição, porque o caso passou pelo Palácio do Planalto e pela então ministra Gleisi Hoffmann, sua futura adversária. Segundo o Tesouro Nacional, o órgão cumpre ‘rigorosamente a liminar’ expedida pelo STF, mas afirma que o empréstimo não foi concedido porque o Paraná ‘descumpre o limite mínimo de pagamento com saúde’. Com a palavra, o governo. E a briga segue.

MICHELLE & DILMA

A presidente chilena Michelle Bachelet virá a Brasília na primeira viagem, de volta ao cargo. Pediu ao ex-embaixador no Brasil Heraldo Muñoz que organize a agenda.

PONTO FINAL 

O Nicolas Maduro precisa… amadurecer seu governo.

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