Comandante herói

A serenidade com que conduziu um pouso de emergência impressionou a todos. Prestes a pousar no aeroporto de Brasília, o comandante Eduardo Verly percebeu que o trem de pouso dianteiro não estava funcionando – o que poderia acarretar em uma tragédia se o avião se chocasse no chão. Ao invés de ser tomado pelo desespero, o piloto informou a base aérea sobre a situação e evitou alarde entre os passageiros. Depois do pouso, muitos deles nem perceberam que passaram por uma situação de alto risco. O comandante foi considerado um herói pela habilidade, destreza e tranquilidade com que conduziu a manobra. E, por isso, merece de fato todos os elogios.

Em uma situação de descontrole, perigo ou stress, como a maioria de nós reage? É possível manter a calma, a tranquilidade e até a frieza necessária para tomar uma atitude sensata em situações inesperadas? Quantas vezes somos tomados pelo impulso de resolver um problema ‘no calor da emoção’ e nos arrependemos depois pela atitude imediatista?

Qualquer que seja a decisão que precise ser tomada, o equilíbrio deve estar em primeiro lugar. Assim como o comandante herói, nossas atitudes precisam ser pautadas pela racionalidade, foco, discernimento, evitando alardear os demais, que não necessariamente precisam estar envolvidos. E assim como tivemos um final feliz no pouso do Fokker 100 da Avianca, poderemos ter bons resultados das nossas próprias decisões.

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