CPI do Cachoeira tem número de assinaturas necessário e líderes prometem investigação

Alan Marques/Folhapress/ND
Líderes de partidos de oposição durante ato para assinatura coletiva da CPI 

O pedido de abertura da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do caso Cachoeira foi protocolado na noite desta terça-feira. A comissão vai investigar a relação do empresário de jogos ilegais Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com políticos, servidores públicos e empresários.

Para reverter o desgaste provocado pela possibilidade de recuo na instalação da CPI do Cachoeira, líderes governistas decidiram nesta terça-feira viabilizar as investigações e assinaram a criação da CPI.

O PT e PMDB prometiam formalizar o pedido de criação da CPI até quinta, primeiro passo para que a comissão seja instalada na semana que vem. “Se a Casa optou por fazê-la [a CPI], evidentemente que ela tem que ser feita”, disse a deputada federal Rose de Freitas (PMDB-ES), presidente interina do Congresso.

 A deputada substitui o presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), que pediu licença médica de 15 dias para seu tratamento de saúde. Com a ausência formal de Sarney, Rose de Freitas tem poderes para instalar a CPI sem o aval do peemedebista.

 Os líderes do PMDB no Senado, Renan Calheiros, e na Câmara, Henrique Alves, afirmaram que a licença de Sarney não irá impedir a instalação da CPI. Ontem, chegou-se a cogitar que a ausência do senador seria uma justificativa para o governo abafar a comissão. O Senado já tem 60 assinaturas para a CPI –eram necessárias 27. Na Câmara, 272 deputados já assinaram o pedido, e eram necessárias 171 assinaturas.

A CPI será mista, com presença de deputados e senadores e vai investigar a relação do empresário de jogos ilegais Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com políticos, servidores públicos e empresários. Na Câmara, foram 78 apoios do PT; 46 do PMDB; 50 do PSDB; 16 do PR; 25 do PSB; 11 do PC do B; 27 do DEM; 16 do bloco PV/PPS e 3 do PSOL.

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