CPI dos Respiradores: 2º ex-chefe da Casa Civil será ouvido nesta terça

Amândio João Junior, exonerado da pasta por Carlos Moisés na última sexta-feira, é aguardado no plenário da Alesc para prestar esclarecimentos; substituto de Douglas Borba na pasta não durou 50 dias

Acontece nesta terça-feira (30) mais uma sessão da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que apura a compra irregular de 200 respiradores por parte do governo de Santa Catarina. O destaque da pauta recai sobre o depoimento e Amândio João da Silva Júnior, exonerado recentemente pelo governador Carlos Moisés.

CPI dos Respiradores entra em sua reta final – Foto: Alesc/divulgação/ND

Amândio era o chefe da Casa Civil e durou pouco menos de 50 dias no cargo já que ele havia substituído Douglas Borba, que também foi desligado por ter supostamente liderado o processo de aquisição dos aparelhos junto a empresa fluminense Veigamed.

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A oitiva do segundo ex-secretário da Casa Civil da atual administração ganhou mais importância já que, antes da demissão do cargo, Amandio foi visto em uma imagem recuperada de uma videochamada.

O registro foi exposto ainda na semana passada, no plenário da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), no segundo depoimento prestado pelo empresário Samuel Brito Rodovalho à CPI, na terça-feira passada.

Os membros da comissão consideraram grave o fato desta proximidade, apesar de a testemunha ter afirmado que o agora ex-chefe da Casa Civil ainda não estava no cargo quando a conversa entre os dois ocorreu.

Também foi identificado que um dos outros participantes da videochamada é Sandro Pinheiro, que foi assessor da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável e era assessor especial da Casa Civil, antes de ser igualmente exonerado.

Serão ouvidos na sessão desta terça, o responsável pelo Controle Interno e Ouvidoria da Secretaria de Estado da Saúde, Frederico Tadeu da Silva, e o gerente de Execução Financeira da Pasta, Tyago da Silva Martins.

Previsão da entrega do relatório para o final de julho

Na última semana o presidente da CPI, Sargento Lima (PSL), foi questionado por um dos deputados componentes da Comissão, sobre o número de ouvido até aquela altura. Não soube precisar ao mencionar, “pelo menos uma dúzia” de interrogados.

Esses depoimentos, aos cuidados do também relator Ivan Naatz (PL), deverão ser concluídos ao final do mês de julho. A previsão foi dada tanto pelo presidente da comissão como o relator.

A oitiva do governador Carlos Moisés, que já foi convidado pela Casa a prestar esclarecimentos, não foi confirmada.

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