Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.


Delegados dão recado a ministro

A tensão vivida nos últimos meses pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sobre o andamento da Operação Lava Jato e o cerco se fechando a integrantes do Governo PT não se limita à pressão de Lula e da presidente Dilma

A tensão vivida nos últimos meses pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sobre o andamento da Operação Lava Jato e o cerco se fechando a integrantes do Governo PT não se limita à pressão de Lula e da presidente Dilma para que tenha ingerência na Polícia Federal, sob o comando do Ministério da Justiça. Zeladores da credibilidade da corporação, os delegados federais fizeram chegar ao ministro o seguinte recado: na primeira ligação que fizesse para interferir na operação, Cardozo ouviria voz de prisão por tentativa de obstrução de investigação.

Nem imaginou

Obviamente nunca passou pela cabeça do ministro essa tentativa, ele mesmo avisa à presidente Dilma que a PF é independente. Mas o recado foi dado. 

Palpitação

A despeito da tensão – ele já pediu para deixar o Governo, mas a chefe não deixa – Cardozo tem o que comemorar. Bate forte o coração por novo amor.

Sigilo máximo

Os advogados negam veementemente. Mas informes na cúpula do Judiciário dão conta de que o senador Delcídio fez delação premiada. Isso o ajudou a sair da cadeia.

Festa no Rio

Lula e a presidente Dilma confirmaram presença na festa do PT na noite do sábado no Rio de Janeiro, no Armazém da Utopia, na zona portuária. Alberto Cantalice, secretário nacional de Comunicação do PT, diz que as festividades serão focadas na trajetória da dupla petista no Poder. Artistas e intelectuais vão compor o palanque.

CUT saúda Moro

Uma cena inimaginável ocorreu na terça-feira cedo em Brasília. Um carro de som dos funcionários da Caixa, bancado pela CUT, acordou os hóspedes dos hotéis Fusion e Vision. Os sindicalistas gritavam “Somos todos Sérgio Moro!”.

Gritaria

O protesto foi em frente ao prédio vizinho aos hotéis, a nova sede luxuosa da Caixa Seguros e Funcef. A turma da CUT disparou críticas aos diretores com palavras de ordem. “Fora diretoria! Não adianta ter diploma em Harvard”.

Na Solitária

O retorno de Delcídio Amaral ao Senado foi como sua passagem pela prisão. Continuou isolado. Todos os senadores, inclusive do PT, o evitaram. Sua expulsão já está acertada.

Escolinha do PDT

Carlos Lupi, presidente nacional, e Manoel Dias, secretário-geral do PDT, decidiram criar cursos de formação política para candidatos a vereadores e a prefeitos. Na grade, aulas de História do Trabalhismo, das Eras Vargas e Jango e Leonel Brizola. 

Auto lá!

O Senado está disposto a não aliviar a vida dos internos que são libertados automaticamente ao completarem 21 anos, como manda o Estatuto da Criança e do Adolescente. O PLS 55/2015 altera a Lei nº 8.069 para prever exame criminológico, aumento do prazo de internação e não liberação para quem cometeu crime hediondo.

Santana Inc.

Não é só a PF que investiga o império de irregularidades do marqueteiro João Santana. Ele está na mira de autoridades de países onde fez campanhas presidenciais: El Salvador, Angola e Venezuela – neste país, só a oposição grita, sem reclames oficiais.

Mais Cursos

O Governo está confiante de que o ministro Vital do Rego vai salvar, no TCU, o edital dos cursos de medicina. A relatora Ana Arraes votou pela anulação. O edital foi lançado ano passado pelo MEC e contempla a abertura de cursos no âmbito do Programa Mais Médicos. Se cair, o MEC vai lançar outro edital.

Memorial JK

Único museu aberto hoje em Brasília (sim, acredite), o Memorial JK, construído com recursos privados, tem equipe, água e luz bancados pelo Governo do DF, com contas auditadas pelo TCDF. É assim em vários museus do mundo. Porém aqui empresários ainda custeiam obras de melhoramentos, não previstas na lei da manutenção.   

Ponto Final

“Um país pode perder uma guerra, mas não pode perder a dignidade”

De Marcelo Lavenère Machado, ex-presidente da OAB.

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