Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.


Deputado denuncia viés ideológico em universidades públicas

As instituições disponibilizavam essas vagas para militantes do MST

Não bastasse o viés ideológico impregnado em muitos diretórios estudantis pelos últimos Governos, as reitorias das federais entraram na onda. O deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) fez chegar aos ministros Vélez Rodrigues (Educação) e Tereza Cristina (Agricultura) denúncias contra universidades que teriam adotado sistema de cotas para militantes do MST.

“As autorizações para os cursos passam pelas instâncias internas dessas universidades”, afirma o deputado ao mencionar cursos da Universidade Federal da Fronteira do Sul e a Universidade Federal de Pelotas (RS).

Entre os professores dos cursos, está o presidente nacional do MST, João Pedro Stédile. Os formandos de 2018 de um dos cursos foram batizados de “Turma Hugo Chávez”.

Jerônimo também irá protocolar requerimento na Comissão de Fiscalização da Câmara para apurar os repasses de recursos públicos às universidades alinhadas com o MST.

Exílio de luxo

O ex-deputado federal Jean Wyllys (PSOL), que desistiu do mandato após alegar ameaças, segue seu tour como exilado pela Europa. É anunciado como uma das principais atrações do ‘Foro Brasil España’ no dia 28 de março em Madrid.

Os organizadores informam que estará em discussão o “Brasil possível, sugerindo oportunidades de geração de riquezas e empregos, pautando no cenário pós-eleições e no maior período de crise vivido pelo País”. Em fevereiro, Wyllys foi alvo de uma ovada durante uma conferência na Universidade de Coimbra, em Portugal.

Tá explicado

Atualizada 11/03, 13h45 O deputado Hélio Costa (PRB-SC), autor do PL 927/19, explica o que a Coluna não entendeu: não se trata de passar o atendimento prioritário na praça (em filas) para idade mínima de 80 anos, e sim dar atenção especial às pessoas com necessidades especiais entre 60 e 80 anos.

Fala, deputado

“É legítimo propor prioridade à quarta idade que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, apresenta mais doenças e incapacidades. Do mesmo jeito que há diferença no tratamento entre pessoas de 40 e 60 anos, é necessário que haja tratamento diferenciado entre quem tem 60 e 80 anos”.

Selva!

Mais um militar de alta patente foi escalado para ocupar cargo no primeiro escalão do Governo de Jair Bolsonaro. Ex-chefe de gabinete do ex-ministro da Casa Civil Eliseu Padilha, o general Roberto Severo Ramos foi transferido do GSI, onde era secretário-executivo adjunto, para comandar a secretaria-executiva da Secretaria-Geral do Palácio.

A pasta é chefiada pelo também general Floriano Peixoto Vieira Neto, que substituiu Gustavo Bebianno – exonerado após o caso de supostas candidaturas laranja do PSL. Bebianno já entrou no ostracismo do Poder. Nem supostos aliados falam dele.

Silêncio proposital

Chama a atenção de países que apoiam Juan Guaidó o silêncio do Parlasul, dos países hermanos do Cone Sul, sobre a ditadura de Nicolás Maduro. A diplomacia corporativa é a mesma que empurrou a Venezuela goela adentro de colegas, no Governo Dilma.

Em campanha

Hoje, o nome de Carlos Lupi, chefe do PDT, para disputar a Prefeitura do Rio de Janeiro é o da deputada estadual Martha Rocha.

Amizade abalada

Grãos petistas comentaram de nariz torcido. José Dirceu, mesmo de tornozeleira eletrônica, segue em caravana Brasil afora para lançar seu livro de memórias, mas não foi ao velório do neto do ex-presidente Lula, onde o Barba mais precisou dos amigos.