Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.


Dirceu circula com ‘dupla identidade’ pelo Brasil

Além do documento de identidade com o nome verdadeiro, Dirceu leva na carteira até hoje o documento plastificado da antiga identidade com seu nome de guerra dos tempos de exilado em Cuba

Há décadas o ex-ministro José Dirceu circula pelo Brasil – e pelo mundo – com “dupla identidade”. Além do documento de identidade com o nome verdadeiro, Dirceu leva na carteira até hoje o documento da antiga identidade de Carlos Henrique Gouveia de Melo, seu nome de guerra dos tempos de exilado em Cuba e em outros países. A falsa identidade é de 1971, logo depois da primeira plástica que fez no rosto. 

Ele enviou a foto para uma leitora da Coluna, e nós a reproduzimos aqui. E, pelo visto, um semblante muito diferente, depois de fazer a plástica. Anos depois ele retornou a Cuba para nova plástica, que o caracterizou facialmente como é hoje.

O ex-ministro do PT lançou ontem (4, terça) no Circo Voador, no Rio de Janeiro, seu primeiro volume do livro de memórias, titulado “Zé Dirceu – Memórias” (Geração Editorial). A data não foi mero acaso. É a data de nascimento de Carlos Henrique, seu pseudônimo da clandestinidade.
José Dirceu, banido do Brasil em 1970, após ter sido trocado (com outros presos) pelo embaixador americano sequestrado Charles Elbrik, casou com Clara Becker – mãe do deputado federal Zeca Dirceu (PT-SP). Clara é sua amiga até hoje.
O Governo devolveu a identidade original de José Dirceu em 1979, após a anistia geral.
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