Doria diz que não terá membro da Promotoria à frente da Segurança Pública

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O candidato ao governo paulista pelo PSDB, João Doria, prometeu a delegados da Polícia Civil nesta segunda-feira (10) que romperá com a tradição tucana de nomear membros do Ministério Público como secretários da Segurança Pública.

O tucano participou de bate-papo promovido pela Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), em que prometeu aumento de salários, carros semi blindados e câmeras nos veículos. O tucano também se comprometeu a atuar para mudar pontos que não seriam de sua alçada se eleito, como acabar com a saída temporária de presos, prevista em lei federal. 

O tucano respondeu perguntas de delegados, incluindo uma sobre a regra que vem sendo adotada de ter promotores à frente da Segurança Pública.  Todos os últimos titulares da pasta eram promotores de Justiça, incluindo o atual, Mágino Barbosa. Um dos motivos da repetição é o fato de evitar a escolha de um policial civil ou militar, gerando ainda mais rivalidade entre as duas corporações. 

“Não será do Ministério Público [o secretário], isso não quer dizer desrespeitar o Ministério Público nem desqualificá-lo, inclusive o atual secretário da Segurança Pública e os ex  que foram do Ministério Público”, disse. “Nós teremos à frente da Secretaria da Segurança Pública, tanto da área civil quanto militar, pessoas preparadas e formadas dentro da área da Polícia Civil e da Polícia Militar”. 

Doria também prometeu aumento de salários aos delegados e melhorias nos equipamentos. “Vai aumentar orçamento para segurança pública, Polícia Civil e Polícia Militar. Gradualmente, sim, vamos melhor a condição salarial dos policiais e militares”, disse. 

Ele afirmou que os carros usados pelos policiais teriam câmeras e teriam blindagem na parte dianteira e lateral. Questionado sobre a fonte do dinheiro para investimentos, ele afirmou que a situação financeira do estado é boa e que poderá usar verba da iniciativa privada também. 

“A situação do estado é diferente da situação da prefeitura. A herança do PT nos deu R$ 1,5 bilhão de déficit, enquanto o governo do estado está no azul. Teremos recurso para gradualmente melhorar a condição dos policiais civis e militares e o reequipamento da polícia”. 

Doria discursou aos policiais sobre pontos que não dependem diretamente do governador. Entre eles, a saída temporária para os presos, prevista na Lei de Execuções Penais. 

Perguntado pela reportagem sobre o assunto, ele disse que atuará junto à bancada tucana no Congresso.  “Teremos uma boa bancada, talvez até maior que a atual, para mudar. Eu sou contra a saidinha. Aquele que cumpre a pena deve cumprir em prisão”, disse. 

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