Paulo Alceu

Análises qualificadas e comentários assertivos acerca dos assuntos mais relevantes para os catarinenses.


Eficiencia e Economia

A intenção é alcançar R$ 100 milhões/ano. Com a autogestão da merenda escolar serão R$ 40 milhões a menos

Medidas de sobrevivência  

Mendes/ND

 

Um dos pontos aprovados durante a longa reunião do colegiado, ontem, foi à volta dos servidores cedidos para outros organismos e poderes. Isso significa o rompimento com contratos de terceirizados e temporários, o que representará uma importante economia. A intenção é alcançar R$ 100 milhões/ano. Com a autogestão da merenda escolar serão R$ 40 milhões a menos. O que comprova mais uma vez como a terceirização da merenda trouxe prejuízos aos cofres públicos, ou pelos menos, gastos excessivos. Mas, infelizmente, fica por isso mesmo.  Essas medidas foram consideradas positivas pelos secretários, cientes da necessidade de ajustes. E o governador voltou a pedir eficiência e soluções. O mesmo que solicitou em encontro semelhante no ano passado. Ou seja, ainda não está completamente satisfeito com seus colaboradores. Entre as medidas, uma delas vai muito além de um pacote contra os gastos. A partir de agora a concessão de aditivos de obras só depois do aval do grupo gestor. Ou seja, uma avaliação criteriosa e cuidadosa em defesa dos cofres do Estado. Licitações são feitas, preço acordado e depois começam os aditivos, elevando os valores das obras, afastando-se do custo inicial. É o que mais acontece. Uma obra acaba custando o dobro do valor, e com qualidade discutível. E cada aditivo solicitado vem carregado de suspeições. Será que seria realmente necessário? Agora, a ordem é dificultar em nome dos cofres públicos. Menos mal.

Greve
O governo por meio de um ofício deixou claro ao Sinte que, encerrando a paralisação esta semana, reabrirá na semana que vem o canal de negociação visando a “construção de um pacto pela educação catarinense para garantia de um processo de ensino de qualidade a todos os estudantes de Santa Catarina.” O Sinte visando criar um fato diante de uma greve esvaziada está cobrando uma audiência com o governador. Só que o governo esclarece que vinha construindo junto com a categoria um processo de valorização dos profissionais da educação, mas que foi quebrado por uma decisão unilateral, estabelecendo uma greve. Os canais do Centro Administrativo estão abertos, desde que acabem com esse clima de paralisação. Foi o que frisou o governo no ofício enviado ao Sinte.

A Frase
“A corrupção no Brasil, hoje, é aceita com a maior simplicidade.” Senador tucano Mário Couto, do Pará, pedindo uma faxina de verdade contra a corrupção.

Então tá
Os deputados federais candidatos às eleições de outubro poderão usar por mais tempo a verba indenizatória para divulgar suas atividades. Ou seja, era proibido, seis meses antes da campanha. Agora será apenas quatro meses antes. Só não podem dizer que dizer que são candidatos. Então tá…Em resumo, terão mais tempo para, com dinheiro da Câmara, divulgarem suas ações parlamentares. A verba oscila entre R$ 23 mil e R$ 34 mil. Uma ajuda bem-vinda da mesa da Câmara.

Regionais

Foi infeliz a defesa do deputado líder do PMDB, Aldo Schneider, que embora tenha tentado descrever a importância e o alcance das secretarias regionais acabou dando munição à oposição. O líder do PT Dirceu Dresch não perdeu a oportunidade de alfinetar, baseado nos argumentos do peemedebista, de que as regionais serviram para garantir a eleição do sucessor de Luiz Henrique. “Foi confirmado o uso político-eleitoral dessas estruturas, que em oito anos gastaram R$ 1,6 bilhão.” Frisou o petista. Dresch reforçou que para os partidos da tríplice aliança a descentralização foi boa, mas não para Santa Catarina e os catarinenses. Deputados governistas, Darci de Mattos, do PSD, e Valmir Comin, do PP, também defendem uma redução no número de regionais.

Tuitando

@ As mudanças que estão sendo avaliadas e analisadas por uma comissão de juristas ao Código Penal foram criticadas pelo deputado Maurício Eskudlark. Considerou que há um estimulo a impunidade. Criticou a flexibilização as penas, defendendo mais rigor no combate. Considerou inaceitável a redução de pena para crime de furto.

@ Durante reunião na Comissão de Relações Exteriores do Senado o ministro da Defesa Celso Amorim anunciou o lançamento do primeiro satélite “Geoestacionário” genuinamente brasileiro. Será no final de 2014. É o primeiro passo do Brasil para fabricação nacional de satélites saindo do controle das multinacionais.

@ Preparando-se para a campanha de outubro. O ex-deputado Duduco voltou às origens e vai disputar uma cadeira na Câmara em Florianópolis pelo PP, com apoio de Cesar Junior e João Amin. Com o braço engessado, devido a um acidente doméstico, disse que entra na disputa com um braço só, “mas com quatro pernas”.

@ Reduzir a pesada carga tributária e as deficiências na infraestrutura é para o líder do PP prioridade no combate efetivo a desindustrialização. O deputado Silvio Dreveck defende uma política industrial de longo prazo, principalmente, para fazer frente a intenção dos chineses que é ter o controle dos preços no futuro.

@ Além das urnas, em outubro, o prefeito Carlito Merss terá que conquistar a militância marxista do PT para se reeleger em Joinville. Fica complicado entrar numa campanha com o partido dividido. A proposta é de que Merss mude os rumos do atual e do futuro governo.  Ou seja, defendem a necessidade do governo municipal “inflexionar à esquerda.”

Irresponsabilidade
A medida provisória aprovada pelo Senado, autorizando a venda de medicamentos sem prescrição médica nas prateleiras de supermercados, revela a irresponsabilidade de certos senadores, que atenderam muito mais os interesses da indústria farmacêutica do que a saúde da população. O pior é que esse não era o objetivo da medida provisória que isentava de impostos produtos destinados a pessoas deficiências. Inseriram no projeto essa autorização de estímulo à automedicação. Tudo indica que será vetada pela presidente Dilma Rousseff. Tomara.

Segurança 
Foi aprovado ontem o projeto do deputado Elizeu Mattos determinando que as empresas de telefonia móvel sejam responsáveis pelo bloqueio de sinais nos presídios. Segundo o parlamentar do PMDB essa obrigação não pode ser do Estado. “As operadoras estão ganhando muito dinheiro e onde está a contrapartida?” Indagou o deputado destacando que as prisões não podem se transformarem em escritórios do crime com celulares á disposição.

E a Vida Segue
Será que a greve é dos professores ou do Sinte? Pelo visto a paralisação não alcançou a categoria e muito menos a educação.