Filho de Bolsonaro não descarta centrão para comando da Câmara

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), afirmou nesta terça-feira (16) que seria “mais saudável” que a presidência da Câmara não fique com o PSL e disse não descartar o centrão para o posto.

“A gente não descarta [um nome do PSL], mas acredito que seria mais saudável alguém de fora do PSL assumir a presidência da Câmara, o que já traria mais governabilidade, caso o Jair Bolsonaro seja eleito dia 28”, disse Eduardo.

O deputado disse que, “por mais que pese a boa vontade de muitos novatos que estão chegando, a prioridade é de alguém que tenha experiência na Casa”, já que será necessário ter conhecimento do regimento do Legislativo.

Afirmou não descartar um nome do centrão, bloco que carrega a pecha de fisiológico e, no primeiro turno, foi formado por partidos como DEM, PP, PR, SD e PRB. Agora já tem de volta siglas como PSD e PTB.

“São partidos que você consegue conversar. Não tem como você generalizar todo o centrão”, disse Eduardo.

Questionado sobre o atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ele limitou-se a dizer que “está em aberto”.

“Eu sei quem não seria [apoiado na disputa para o comando da Câmara]: ninguém do PT, do PC do B nem do PSOL.”

Um dos integrantes do centrão que já começou a se articular para disputar a presidência é o Capitão Augusto (PR-SP).

“É um bom nome. Está no PR. Entre os dois [o capitão e Maia], tenho uma certa simpatia pelo Capitão Augusto. Já conheço ele, está alinhado com Jair Bolsonaro, pode muito bem levantar as questões da segurança”, afirmou o filho do presidenciável do PSL.

Eduardo Bolsonaro disse ainda que as pautas de segurança e economia serão prioridades no início do ano que vem, caso Jair Bolsonaro vença a eleição. Na lista de projetos, citou o estatuto do desarmamento e as reformas da Previdência e tributária.

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