“O rito é o mesmo, mas o ritmo e rigor não”, disse Collor na votação pelo impeachment de Dilma

O ex-presidente e senador Fernando Collor (PTC-AL), que sofreu processo de impeachment em 1992, o primeiro aberto contra um presidente na América Latina, foi o 38º da lista a se pronunciar na votação do impedimento da presidente Dilma. Após o discurso sobrenome do ex-presidente (Collor) ficou em primeiro lugar nos Trending Topics do Twitter, que reúne os assuntos mais comentados na rede social.

Reprodução/TV Senado

Collor comparou o processo do seu impedimento com o que acontece com a presidente Dilma

Ele iniciou o discurso citando a obra “Ruínas de um governo”, de Rui Barbosa de 1931, recordando que o texto foi usado na denúncia contra ele em 1992, e afirmou que o país “jamais passou por crises tão agudas quanto hoje”. “Chegamos ao ápice de todas as crises, chegamos às ruínas de um governo, às ruínas de um país. Por isso discutimos possíveis crimes hoje aqui”, disse.

Collor comparou o processo dele com o de Dilma afirmando que o dele foi muito mais rápido e com poucos argumentos em um parecer que tinha “meia página com dois parágrafos”. Ele afirmou que não teve garantias de ampla defesa e reclamou que não recebeu “qualquer tipo de reparação”, mesmo após ter sido absolvido das acusações posteriormente. “O rito é o mesmo, mas o ritmo e rigor não”, ressaltou.

Mais de uma vez ele desculpou-se por voltar no tempo, mas afirmou que “a situação exige”. O senador disse que “a mera irresponsabilidade do país seja por incompetência, negligência ou má fé, é um crime de irresponsabilidade”. Ela falou ainda que “não foi por falta de aviso”, afirmando que alertou a presidente sobre problemas que resultariam na crise política.

“O sistema está em ruínas. A população brasileira evoluiu na participação politica, mas regredimos no agir da política”, afirmou ressaltando que é preciso repensar a política como um todo. “Encerro dizendo a história me reservou esse momento e devo vê-lo como um estrito cumprimento de dever”, finalizou.

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