Luzes na República contra a crise

Renomadas figuras da oposição passam o Carnaval em Santa Catarina e indicam que remédio é saída política para erradicar erros do governo Dilma e consertar a economia debilitada

Ex-ministro da Previdência e Assistência Social do governo de Fernando Henrique Cardoso, Roberto Brant, que foi o responsável, entre outros notáveis, de compilar as propostas de economistas para o texto final do PMDB, denominado “Pontes para o Futuro”, passou por Santa Catarina neste Carnaval e aumentou o volume de críticas ao governo Dilma Rousseff, incapaz, segundo ele, de dar prosseguimento às reformas necessárias para melhorar o país. Brant, que esteve reunido com um seleto grupo de oposiocionistas onde estavam o ex-prefeito de Belo Horizonte e deputado Pimenta da Veiga, um dos primeiros a deixar o PMDB para fundar o PSDB, do ex-governador gaúcho Germano Rigotto (PMDB) e do ex-deputado federal paranaense Euclides Scalco (PSDB), que foi secretário-geral da Presidência, no último ano da era FHC, passou por Palmas do Arvoredo, em Governador Celso Ramos, recepcionados pelo empresário Mário Petrelli, presidente emérito do Grupo RIC.

Comum na posição de todos, notórios oposicionistas ao governo Dilma, mais precisamente ao PT, é que o aparelhamento do Estado, até nas agências reguladoras, levaram a administração federal à estagnação. O resultado prático é a falta de perspectivas. Pimenta da Veiga acredita que o cenário ideal passaria pela renúncia de Dilma, uma forma de admitir os frequentes erros que cometeu, mas pondera  que sem esta atitude, dois legados garantidos há duras penas, a modernização do Estado e estabilidade econômica, correm risco, em função de uma ideologia ultrapassada “há cinquenta anos”.

O peemedebista Germano Rigotto, que tem percorrido o país ao lado do vice-presidente Michel Temer, e só não veio a Santa Catarina e ao Paraná, não tem dúvidas de que parte da ação para resolver o quadro crítico em que se encontra a economia passa pelo reposicionamento do PMDB. E antevê que a convenção nacional, dia 19 do mês que vem, em Brasília, não só deve reconduzir Temer na presidência da sigla, como deve evidenciar o projeto para 2018 como forma de influenciar mudanças no Estado brasileiro. O coro comum dos visitantes foi que a solução para o país devem ser políticas, sem interferências, embora concordem que as instituições estão a cumprir seus papeis a contento.

Conversa

Germano Rigotto disse que irá ter contatos mais estreitos com os peemedebistas locais, principalmente com o vice-governador Eduardo Pinho Moreira, para ratificar o pensamento que é o mesmo para a manutenção de Temer na presidência do partido. O ponto principal, de acordo com Rigotto, é que o PMDB não pode mais bancar a imagem de fisiologista e só correr atrás de cargos federais, e, sim, cobrar de Dilma Rousseff e do PT o respeito ao projeto “Pontes para o Futuro”, entregando os postos caso isso não se efetive.

Sem eles

Para Germano Rigotto, não há como o PMDB suportar que o time de Renan Calheiros, presidente do Senado, assuma o comando do partido. Fere o partido e a governabilidade do país.

“O governo tem cegueira ideológica.”

Roberto Brant, ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso e um dos elaboradores do documento “Ponte para o Futuro” do PMDB.         

ROBERTO AZEVEDO/ND

O prefeito Cesar Souza Júnior e a mulher Francine no “ritual” de seguir cada escola de samba que passava na Passarela Nego Quirido: preparação física para a eleição de outubro

ATRÁS DO SAMBA

Maratona do prefeito Cesar Souza Júnior (PSD), de Florianópolis, incluiu sambar alguns muitos metros na passagem das escolas de samba em frente ao camarote oficial da prefeitura, na Passarela Nego Quirido. Foi sem dúvida, ao lado da mulher Francine, parte do longo aquecimento para a campanha deste ano, com ou sem tambor.

Festa

Desfile das Escolas em Florianópolis e Joaçaba, os maiores e mais famosos do Estado, cumprem a máxima. Onde tem samba e evento público de massa há uma político em cada metro quadrado, e, neste ano eleitoral., não foi diferente.

Posicionamento

Advogado e professor, o reitor eleito da UFSC, Luis Carlos Cancellier de Olivo, admite que a sociedade tem fortes razões para cobrar uma posicionamento da OAB nas crise política que se abateu sobre o país. Antes de tomar posse na reitoria, no atento, Cao Cancellier alerta que seu mandato não se prestará para posicionamentos favoráveis a este ou aquele candidato à Presidência, pois o assunto merecer outro tratamento no meio acadêmico.

Depois dos folguedos

A sociedade espera ansiosa pelos movimentos no Congresso Nacional depois que passar o Carnaval. Não dá mais para esperar por um desfecho para a ridícula situação de Eduardo Cunha na presidência da Câmara, e por mais adiamentos em cima da votação da comissão especial que decidirá pela abertura ou não do processo de impeachment contra Dilma Rousseff.

A guerra de Joinville 1

Não contratação de 59 médicos residentes do Hospital São José, previsto em edital, com a manutenção dos atuais 170 profissionais nesta condição, virou uma guerra entre os médicos e a prefeitura. O deputado estadual tucano Vicente Caropreso entrou em campo, fez críticas, e o prefeito Udo Döhler (PMDB) conversará com o também deputado Dalmo Claro de Oliveira (PMDB), esta manhã, antes de fazer uma coletiva para esclarecer que os cortes devem-se ao fato de que estes residentes não são pagos pelo MEC e sim pela prefeitura. Caropreso e Dalmo são médicos.  

A guerra de Joinville 2

Nos corredores da prefeitura, o assunto é que se trata de uma reação dos médicos, a mesma que ocorreu quando houve a questão dos ortopedistas, que não querem aumentar a carga de trabalho. A justificativa de Udo Döhler é que, assim como o corte de 20% em cargos comissionados – que começam pela Fundação de Cultura – será necessário fazer outras tesouradas na folha de pagamento.

Loading...