Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.


Moro e PF, casamento perfeito

A equipe de escolta da Operação Lava Jato nutre profundo respeito pelo juiz federal Sérgio Moro. Se havia um mínimo de dúvida ainda no Judiciário sobre a afinidade entre as classes, ela foi enterrada num episódio há poucos dias.

A equipe de escolta da Operação Lava Jato nutre profundo respeito pelo juiz federal Sérgio Moro. Se havia um mínimo de dúvida ainda no Judiciário sobre a afinidade entre as classes, ela foi enterrada num episódio há poucos dias. Em uma das oitivas de investigado, em Curitiba, um advogado pediu ao magistrado que os agentes federais não permanecessem armados no recinto. E moro soltou, para constrangimento do advogado: “Quem entende o que é necessário para a segurança é a Polícia Federal”.

Cadeia sem atalhos

Moro comemorou a decisão do STF de mandar para a cadeia réus condenados na segunda instância. Em setembro, ele defendeu a proposta em visita ao Congresso.

Largada

Pré-candidato à Prefeitura do Rio, Pedro Paulo terá seu primeiro teste de popularidade nacional. Gravou em Brasília para o programa de TV do PMDB. Falou dos Jogos 2016.

Anotado

O presidente do Senado, Renan Calheiros, cravou para aliados que este ano a Casa aprova a independência do BC e a Lei de Responsabilidade Fiscal das Estatais.

Jogada de mestre

Sumido do cenário político no Distrito Federal, mas atuante nos bastidores, o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB) negocia a entrada do deputado federal Roney Nemer (PMDB) no Partido Progressista. Eled se reuniram na última sexta, e Filippelli já teve aval dos dirigentes do PP. Se o projeto vingar, Filippeli já terá nas mãos o PMDB e PP, e bom tempo de TV, para disputar o Governo em 2018.

Rei

Aliás, Filippelli é daqueles políticos que não jogam para perder – e não perde dinheiro. Há dois anos, quando percebeu que a festa de casamento de um filho passaria de R$ 1 milhão se feita em Brasília, se mandou com a família para Roma e realizou lá. Alugou por 6 mil euros o Castelo Odescalchi di Bracciano, que já incluía Buffet e serviçais. 

Apostas à mesa

Os expoentes do setor de jogos no Brasil, que não aparecem aos holofotes, já decidiram. Com a legalização, a operação dos bingos ficará com os brasileiros – investimentos de até R$ 10 milhões. Os cassinos, que demandam R$ 1 bilhão iniciais, serão dos americanos e asiáticos. Os donos dos cassinos de Macau já procuram resorts no Brasil.

Dono do jogo

Silvio Santos reformou seu hotel no Guarujá de forma a receber um cassino. Jogo é com ele há tempos. O ‘patrão’ controla o mercado de títulos de capitalização no País.

Os Campos 2.0

A família Campos aposta em João Henrique e no irmão do falecido Eduardo, Antônio Campos, para a política. A viúva Renata está apegada ao bebê Miguel, com Down.

No chão

A TAM pegou a representação da Beechcraft no Brasil, que tem os turbohélices mais vendidos aqui. Mas o mercado de táxi aéreo travou. Donos de jatos que não conseguem mais bancar a operação tentam vender aeronaves em Miami e Fort Lauderdale. Baratas.

Que pechincha..

Na onda de brasileiros ricos querendo deixar o País, imobiliárias estrangeiras entopem de spam e-mails até de simples mortais. Uma empresa de Portugal oferece ‘belíssimas casas’ com ‘excelente’ oportunidade pelas pechinchas de R$ 4 milhões a R$ 10 milhões

De quem sabe

De passagem por Brasília, o presidente da Bulgária, Rosen  Plevneliev, fã de Juscelino Kubitschek, pediu para conhecer o Memorial JK. “Todos os presidentes do mundo deveriam visitar este Memorial para ter a visão do legado que devem deixar de suas administrações”, disse para Paulo Octavio e a esposa, Anna Christina, neta do saudoso.

No vermelho

Ele saiu da cadeia rápido, mas ficou em baixa. O banqueiro – e ainda muito bilionário – André Esteves, dono do BTG Pactual, teve de cancelar uma dezena de palestras no Brasil e no exterior. Era queridinho das universidades e instituições financeiras.

Ponto Final

Pelo andar dos trâmites no STF, Eduardo Cunha terá seu Dia D no plenário em duas semanas. Saberá então se fica na presidência da Câmara ou será guilhotinado.

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