Mourão diz que Brasil e Venezuela são diferentes porque militares brasileiros sempre foram ‘equilibrados’

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O general Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice-presidente na campanha de Jair Bolsonaro (PSL), comentou nesta terça-feira (4) a nova peça de campanha de Geraldo Alckmin (PSDB), na qual o capitão reformado é comparado ao ditador venezuelano Hugo Chávez e na qual se diz que “votar em alguém só porque é militar deu ruim na Venezuela. Vai dar ruim no Brasil”.

“O Hugo Chávez era um militar que foi cooptado por um projeto socialista, para não dizer comunista. Nós, militares brasileiros, sempre primamos pelo equilíbrio. Se analisar nossa história verá isso aí. É diferente. Você não pode comparar Brasil e Venezuela, que são coisas distintas. Acho que se o Alckmin está fazendo uma comparação desse jeito ele está sendo muito mal assessorado”, disse Mourão após debate entre candidatos a vice-presidente promovido pela revista Veja e pelo Facebook.

Perguntado pela reportagem sobre a ditadura militar no Brasil e de que maneira ela seria classificada sob a ótica do “equilíbrio”, Mourão refutou o uso do termo.

“Discordo de ditadura militar. Falo de período de presidentes militares. Chamar de ditadura é ser desonesto intelectualmente. Porque as mesmas pessoas que chamam o período de ditadura chamam o regime de Cuba de presidente. Houve sempre o equilíbrio entre os nossos. Protegemos nossas fronteiras, impedimos que o Brasil se dilacerasse durante o período imperial quando aconteceram todas aquelas revoltas, enfrentamos o nazi-fascismo e o comunismo e ao longo dos últimos 30 anos as Forças Armadas se mantiveram atentas exclusivamente à sua missão, sem interferência na vida política”, afirmou.

Mourão disse que “houve tortura”, mas de ambos os lados, e que em um período de “guerra” “os melhores valores se acabam quando os homens entram em conflito”.

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