Mudança no secretariado do governo de Santa Catarina dá largada para corrida eleitoral

Integrantes da administração têm prazo até abril para deixar o cargo e concorrer em outubro

Candidaturas às eleições modificarão o secretariado de Raimundo Colombo (PSD). O prazo para integrantes do governo, que pretendam concorrer, deixarem os cargos é 5 de abril. Dos 49 nomes do primeiro escalão, oito confirmam participação no pleito. Outros quatro ainda não se definiram e 37 permanecerão nas pastas. Nas secretarias de Desenvolvimento Regional, dois garantem que vão às urnas, um deles já deixou o cargo. Seis ainda estudam e outros 28 descartam concorrer.

Arte/ND

Secretariado governo de Santa Catarina

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Cabe a Colombo decidir sobre as exonerações. “Vamos iniciar as conversas agora. Algumas candidaturas estão definidas, mas outras ainda não. Depende também das coligações. Quando se faz uma aliança proporcional, alguns precisam abrir mão. Não havendo coligação, estimulamos as candidaturas”, explicou. Até março, o cenário deve estar mais claro. Os pré-candidatos devem aproveitar o prazo máximo de desincompatibilização, para garantir a visibilidade, inclusive em inaugurações. Outra opção pode ser deixar o governo para mergulhar na campanha.

Dos secretários que asseguram a participação, apenas João Rodrigues (PSD) acompanha o cenário para definir qual espaço vai buscar. O plano principal é a reeleição na Câmara dos Deputados, mas ele não descarta o Senado. “Minha meta é ser o deputado federal mais votado, no ano passado fui o quarto”, adiantou Rodrigues. Outro que busca a reeleição é o secretário de Desenvolvimento Econômico Paulo Bornhausen (PSB). Já o secretário de Infraestrutura Valdir Cobalchini (PMDB), deputado estadual, vai concorrer como deputado federal. “É um desejo meu e do partido”, pontuou.

Entre os indecisos, a vontade partidária pesa, como o caso do diretor-executivo da Agesc (Agência Reguladora de Serviços Públicos) Francisco Camargo Filho. “Se o PTB quiser, serei candidato a deputado estadual”, declarou. Por perfil técnico ou por opção, alguns ficarão de fora das urnas. O secretário de Assistência Social, João José Cândido da Silva, por exemplo, em tom descontraído, disse não tem interesse de concorrer “nem a síndico do prédio”.

Dois secretários regionais são candidatos

Nas 36 SDRs (Secretaria de Desenvolvimento Regional) pelo Estado, o cenário de momento prevê poucas mudanças. Do total, 28 secretários asseguram que não pretendem deixar o cargo. Outros seis estão indefinidos.

Ao contrário da maioria, o secretário regional de Criciúma, Luiz Fernando Cardoso (PMDB), pediu exoneração do cargo para concorrer como deputado estadual. Quem assumiu a vaga foi João Fabris (PMDB). Outro a anunciar disposição para concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa é o secretário regional de Lages, Gabriel Ribeiro (PSD). Ele aguarda sinalização do governador para se desincompatibilizar.

Outros seis secretários admitem concorrer às eleições. Entre eles, o secretário regional de Brusque, Jones Bosio (PSD), de Itajaí, Claudir Maciel (PSD), de Joaçaba, Ricardo Euclides Grando (PR), de Mafra, Wellington Roberto Bielecki (PSD) e de Tubarão, Estêner Soratto da Silva Júnior (PSDB).

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