Paulo Alceu

Análises qualificadas e comentários assertivos acerca dos assuntos mais relevantes para os catarinenses.


Não basta ser, tem que parecer

Não da para assimilar algumas benesses numa situação em que o discurso determina apertar o cinto

Não basta ser, tem que parecer 

Mendes/ND

A atual administração estadual vem empreendendo modelos de gestão e economia visando maior investimento em benefício do coletivo. Nos primeiros momentos do governo Colombo, encontros do colegiado foram marcados por redução de verbas e a cobrança de maior eficiência e controle. Naquela ocasião a proposta era colocar mais dinheiro nos cofres públicos, direcionando para ações que atendessem as prioridades do catarinense. Ou seja, os excessos que vinham sendo cometidos foram extirpados em nome de uma economia de R$ 1 bilhão. Mas no meio do caminho caiu a bomba da reunificação do ICMS, retirando quantia semelhante dos cofres do Estado. Desta vez o alerta se deu por conta da perda de arrecadação e não devido a gastos descontrolados ou sem foco. Mais uma vez o colegiado se reúne para encarar cortes e reduções em nome de uma economia que merece aplausos. Até porque nessas ações impopulares estão embutidas uma significativa e fundamental mudança de comportamento, exigindo maior respeito e aplicação do dinheiro público. Mas infelizmente, o que de repente deveria servir de elogio e reconhecimento passou a ser contestado devido ao fato de que não basta ser, tem que parecer. Quando se fala em cortes, quando se fala em falta de recursos, quando se fala na dificuldade de pagamentos salariais, não se pode, embora seja legítimo, e não há nada de desonesto nisso, liberar verbas de outras fontes para eventos que atendam não o benefício coletivo e as prioridades dos catarinenses. O momento é de controle. Fica difícil de assimilar como um sacrifício, pois atinge boa parcela da administração, quando milhões de reais são direcionados para ações que destoam desse critério de economia. Não da para assimilar algumas benesses numa situação em que o discurso determina apertar o cinto.

Mar limpo

Na semana que vem começam as obras de interligação do bairro de Jurerê Tradicional, em Florianópolis, com a estação de tratamento de Canasvieiras que teve sua capacidade triplicada. Serão R$ 14 milhões investidos pela Casan nesse sistema de esgotamento sanitário. A rede coletora dos Ingleses será entregue no final do mês de maio, também interligada a Canasvieiras. Obras que significam também praias em condições de banho.

Crescimento

Fortalecer o PSD não significa investir apenas em grandes municípios. O empenho também está direcionado ás pequenas cidades, como aconteceu nesse feriadão, onde o presidente da sigla, Gelson Merísio, junto com os deputados João Rodrigues e Mauricio Eskudlark, percorreu a região do Oeste e Extremo-oeste costurando coligações e candidaturas. As eleições de outubro certamente desenharão um novo mapa eleitoral em Santa Catarina, com a possibilidade do PMDB perder parte do seu patrimônio e o PSD estabelecer terreno. 

PT e PMDB

Foi confirmado o que todos praticamente tinham certeza, o PT vai indicar o vice na chapa de Djalma Berger que tenta a reeleição em São José. A tentativa de candidatura própria foi derrotada. Agora em maio, dia 19, em convenção, os petistas indicarão o nome que irá as urnas em outubro. Paulo Vieira tem o apoio da ministra Ideli Salvatti e dos deputados Décio Lima e Ana Paula Lima, como também, do ex-deputado Cláudio Vignatti. Outro nome é de Círio Vandressen, que de crítico a administração Berger e adversário na eleição passada agora esta no mesmo projeto. 

Dinheiro sobrando

O Brasil esta se tornando um dos mercados mais promissores para o consumo de produtos de luxo. Cerca de 15 grifes mundialmente conhecidas, como Tods, Prada, Gucci, Sephora e Bottega Veneta, estão desembarcando no país. A preferência é por São Paulo. Rio de Janeiro vem em segundo lugar. Por aqui, antes terá que passar por Porto Alegre ou Curitiba.

Tuitando

@ Tem tudo para ser aprovado na Câmara o projeto de lei que permite ao consumidor instalar medidores para conferir o consumo de água, telefone, luz e gás. Ocorre que há desconfianças, o que permitira a qualquer cidadão o controle e acompanhamento sobre o uso dos serviços. Ajuda inclusive na economia.

@ Ainda não chegou ao plenário o projeto que unifica as datas dos vestibulares em universidades públicas federais e estaduais. A intenção e evitar que estudantes abastados sejam beneficiados, podendo pagar despesas de viagem. Projeto semelhante foi apresentado em 2007, mas acabou arquivado.

@ O projeto determinando o uso obrigatório em transporte coletivo de adesivo divulgando os números de emergência, bombeiros e denuncia foi vetado pelo governador, mas o deputado Maurício Eskudlark esta em campanha para que os parlamentares derrubem o veto em plenário.  Considera fundamental inclusive no combate as drogas.

@ Tudo indica que o presidente da Celesc, Antônio Gavazzoni, comandará um grupo de gestores de governo do Estado na elaboração de um projeto que avalie o tamanho da máquina e das necessidades de extinção e fusões, bem como a manutenção do que esta aí.

@ Perguntado sobre a extinção das regionais, o chefe da Casa Civil, Derly Massaud, disse que sempre defendeu que fossem 22, mas foi voto vencido. E lembrou que Raimundo Colombo foi eleito senador e governador com as regionais. Destacando a importância política e a dificuldade de elimina-las do contexto.

Médicos x Plano x Paciente

Os pacientes reclamam dos médicos que por sua vez reclamam dos planos de saúde e essa ciranda continua sem uma solução. No ano passado houve uma manifestação pública que se repetiu este ano, onde centenas de profissionais em várias Capitais do país chamaram a atenção da população e do poder público sobre a situação deles com os planos de saúde. Problemas que acabam estourando no colo dos pacientes, que pagam a conta e se sentem lesados. O movimento deve se repetir em junho até porque a Agência Nacional de Saúde Suplementar não deu até agora uma resposta a uma das categorias, por incrível que pareça mais desprotegida diante dos planos de saúde. Imagina o paciente. E os contrastes prosseguem diante da precariedade do SUS, que deveria abrigar e fornecer um atendimento universal, mas em contrapartida aos planos privados crescem alcançando praticamente 50 milhões de brasileiros. Esta faltando diálogo o que acaba atingindo que precisa ser protegido e atendido.

E a Vida Segue

Embora a garantia é de que não seja agora, mas a Petrobras já sinalizou que o aumento de preço do petróleo no mercado internacional vai influenciar diretamente nas bombas de combustíveis, ou seja, alta a vista.