Altair Magagnin

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No sétimo mês, governo de SC já está fazendo jus à pecha de intransigente

Presidente do Tribunal de Justiça, Rodrigo Collaço, fez críticas à maneira como Carlos Moisés conduz a questão do duodécimo

No início do sétimo mês, o governo Carlos Moisés (PSL) já está fazendo jus à pecha de intransigente. A disputa com os poderes pelo dinheiro do duodécimo é um exemplo claro disso. Primeiro, levou à Assembleia Legislativa um projeto cortando 10% de cada um dos órgãos, sem debate prévio. Depois, mandou ofícios solicitando a devolução das sobras de 2018 e dos anos anteriores. Os documentos com os respectivos valores, que somados superam os R$ 180 milhões, chegaram ao mesmo tempo aos poderes e à imprensa. Ou seja, o diálogo institucional – talvez por incapacidade de exercê-lo – foi colocado em segundo plano, preterido pela pressão da opinião pública.

Rodrigo Collaço e Carlos Moisés – Maurício Vieira/Divulgação/NDRodrigo Collaço e Carlos Moisés – Maurício Vieira/Divulgação/ND

Na entrevista que concedeu ao Notícias do Dia, o desembargador Rodrigo Collaço foi cirúrgico ao apontar como a estratégia do governo estadual é pouco inteligente na ideia de revisão do duodécimo. Conforme o presidente do TJ-SC (Tribunal de Justiça), na medida em que se opta por discutir o assunto por meio de ofício, cabe aos poderes “mandar simplesmente uma resposta exatamente ao que foi pedido”. O diálogo, que pressupõe “falar e ouvir”, seria mais produtivo. “Debate não pressupõe só expor a minha verdade e vontade, mas sim de compreender o outro”, disse o desembargador.

Outro ponto que Rodrigo Collaço defendeu com pertinência foi quanto à forma de gestão. “Têm sobra porque administra bem, opta por gestão diferente. Nenhum de nós tem empréstimo para pagar, ninguém tem fornecedor atrasado”, alfinetou, sobre a ineficiência do Executivo. Ressalta-se, muito mais uma herança recebida do que fruto das mãos de Carlos Moisés (PSL). Nesse contexto, o presidente do TJ-SC criticou a estratégia midiática do Executivo de levar ao erro a opinião pública. “Temos muito a avançar para não passar a ideia que os outros poderes têm sobra porque recebem muito”.

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