O PP busca o consenso

Para evitar desgastes na convenção, pepistas pregam chapa única ao diretório e embate entre Ponticelli e Pizzolatti só para a executiva

A pressão dos 47 prefeitos do Partido Progressistas, dos deputados estaduais e do deputado federal Esperidião Amin tiveram imediato reflexo na decisão do deputado Joares Ponticelli, atual presidente da sigla, em abandonar o discurso mais liberal e cerrar fileiras contra qualquer aliança com o PMDB em 2014 e declarar o que as bases querem ouvir: o PP terá candidatura própria ao governo do estado no ano que vem. Este será apenas um dos detalhes na aguardada reunião da executiva do PP, que ocorrerá no início da tarde desta segunda-feira, em Florianópolis.

Ponticelli, que disputa a permanência na presidência com o deputado federal João Pizzolatti, também fará outro gesto: pedirá licença da presidência da Assembleia, a partir de manhã, como forma de mostrar aos filiados de que ficar à frente do partido é o mais importante neste momento. Trava-se dentro das hostes pepistas uma queda de braço titânica entre Ponticelli, com o apoio de parte significativa dos prefeitos e parlamentares, e Pizzolatti, a ganhar fôlego e manifestações nos últimos dias.

A tese mais realista é a de que o chamado consenso deve se dar na construção de apenas uma chapa ao diretório, que reúna 145 membros, mais os integrantes das comissões de ética e de finanças, o que totaliza cerca de 200 nomes, entre eles históricos como o ex-governador Colombo Machado Salles. A disputa entre Ponticelli e Pizzolatti seria efetivada, então, na escolha da executiva, na convenção do próximo sábado, o que não provocaria rachas desnecessários às vésperas de uma eleição estadual.

O problema é buscar este entendimento, pois os dois parlamentares estão convictos de que não abrirão mão de seus projetos: Ponticelli por ter reestruturado e fortalecido a sigla e Pizzolatti por encarnar a renovação, um replay da disputa que seu deu em 2011, onde o deputado federal aceitou ser vice-presidente. Por qualquer ângulo, o encontro promete e terá repercussão além das paredes do diretório.

De olho

Pesou a histórica rivalidade entre PMDB e PP para que o partido de Ponticelli e Pizzolatti partisse para a proposta de candidatura própria, o que não significa que as duas siglas não estarão juntas em torno da eventual reeleição de Raimundo Colombo (PSD).

Aliás, parece que esta será a última geração de pepistas e peemedebistas a pregar o distanciamento, pois, na Assembleia, já votam juntos, e no governo federal são aliados há muito mais tempo.

SABRYNA SARTOTT/DIVULGAÇÃO/ND

DEPENDE DO PMDB

Não é à tua que o governador Raimundo Colombo aponta para seu vice Eduardo Pinho Moreira, presidente estadual do PMDB, depois de ouvir um apelo do prefeito de Descanso, Hélio Daltoé, pela continuidade da parceria entre PSD e os peemedebistas. É que Daltoé, que é do PMDB, governa o município do Extremo-Oeste e administra coligado ao PSD, de Neri Spessatto, mesma dobradinha estadual, rasgou elogios ao governador e arrancou risos pela continuidade da aliança. Colombo não teve dúvida: “Isso é com o Eduardo, depende dele aqui”. A posição de Daltoé é caso raro na região Oeste. Da esquerda para a direita, Daltoè (sentado), deputado Maurício Eskudlark (em pé), do PSD; Colombo, deputado Mauro De Nadal (em pé), do PMDB; e Pinho Moreira.

Ao seu tempo 

Na passagem pelo Oeste e Extremo-Oeste, Pinho Moreira ouviu muitas reclamações de peemedebistas sobre os pessedistas, muito pela forte presença do secretário e deputado federal João Rodrigues (Agricultura e Pesca) e do deputado Gelson Merisio, presidente estadual do PSD.

Mas Moreira é cauteloso, principalmente depois de 2010, quando abriu mão da candidatura ao governo. “O PMDB até pode ter candidatura própria ao governo em 2014, mas isso não ocorrerá em 2013, só no ano que vem. O foco agora é a convenção”, declarou o atual presidente que pretende permanecer no cargo.

Bafo

Por falar em ânimos à flor da pela, o deputado federal Valdir Colatto e Pinho Moreira trocaram farpas pelas redes sociais, no sábado, enquanto o governador Raimundo Colombo percorria a agenda pelo Oeste.

Colatto disse que que, finalmente, parecia que os prefeitos do PMDB estavam sendo contemplados e disse que isso se devia à disputa interna no partido entre Moreira e Mauro Mariani, o que teve resposta do vice-governador. Confira a reprodução no Blog no Portal RIC Mais (www.ricmais.com.br/sc/robertoazevedo).

LUIZ EVANGELISTA/ND

MARINA, A MOTIVADORA

No melhor estilo coalching, a ex-senadora Marina Silva (AC) estimulou seu correligionários na passagem por Florianópolis a garantirem mais assinaturas para a formação do Rede Sustentabilidade, o novo partido. Marina lembrou que as 300 mil coletadas em todo o país em três meses, das 500 mil necessárias para o registro da sigla – cerca de 7mil no Estado, de acordo com um dos coordenadores estaduais Mauro Beal, que pretende chegar a 14 mil, até o final do mês – são muito mais do que outras legendas em formação conseguiram em seis ou sete meses. A visita motivou o pessoal do Rede.

Na ajuda 

Muitos garantem, em Brasília, que o MD, partido surgido da fusão entre PPS e PMN, é o plano B de Marina caso não consiga formar o Rede ou seja atropelada pela lei que tramita no Congresso e quer criar dificuldades para a criação de novas legendas.

O fato é que a presidente estadual do MD, deputada Carmen Zanotto, e seu vice Luciano Formighieri, apoiado por Marina em eleições passadas, foram abraçar a ex-senadora e lhe ofereceram ajuda na coleta de assinaturas no Estado.

Só em julho

Ex-vereador Márcio de Souza calibra a informação do PR e confirma que só assinará a ficha oficial de filiação no partido dia 11 de julho, uma homenagem à professora Antonieta de Barros, primeira mulher e de origem africana a chegar à Assembleia catarinense, na data de seu aniversário.

Souza, que manterá apoio a presidente Dilma Rousseff, também esclarece que cumpriu cinco mandatos de vereador na Capital e que levará ao menos 30 lideranças com ele para a nova sigla, mas antes se desfiliará do PT amanhã.

“Estamos unidos, aqueles que pregarem desunião vão errar redondamente.”

Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, ao discursar na convenção estadual do PSDB e mostrar que o ninho em convulsão não é privilégio dos tucanos catarinenses.

Nas rodovias

Dois parlamentares catarinenses tiveram papel importante no projeto que tramita no Congresso e prevê a construção e manutenção de pontos de apoio aos condutores de veículos pelas concessionárias de rodovias federais no máximo a cada 150 quilômetros.

O deputado Onofre Agostini (PSD) é o autor do projeto e o senador Casildo Maldaner (PMDB) foi o relator da matéria, que foi aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e segue para a Comissão de Serviços de Infraestrutura, depois de ter recebido parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

A polêmica PEC 33, admitida pela CCJ na Câmara, poderia ter outro encaminhamento se, em 2011, tivesse sido considerada a relatoria do catarinense Esperidião Amin (PP), que havia proposto a retirada do artigo que limita as decisões do STF e as submete ao crivo do Congresso.

As ferrovias são o tema da reunião extraordinária da Comissão dos Transportes e Desenvolvimento Urbano da Assembleia, hoje, sob a presidência do deputado Reno Caramori (PP), que reunirá Fiesc, Facisc, Fetrancesc, Fatma e Ibama.

Presidente Ricardo Fonseca, da seccional catarinense da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura, aplaude a iniciativa da prefeitura com o apoio da iniciativa privada em revitalizar e recuperar áreas de lazer abandonadas em Florianópolis e sugere que o sucesso da medida virá com o incentivo para que a população e entidades usufruam destes espaços.

O nome correto da mãe do secretário regional de Lages, Gabriel Ribeiro, exonerada pelo filho para evitar a lei do nepotismo e que criou atrito com os peemedebistas locais por estar acompanhada da exoneração de mais dois indicados pela sigla, é Sandra Sell Ribeiro, ex-gerente de Assistência Social.

Loading...