Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.


Oposição dominicana acusa Santana de lavar US$ 16 milhões

Não bastasse a prisão temporária que brecou uma carreira brilhante de marqueteiro político, João Santana pode estar assistindo apenas ao início do seu inferno judicial e policial. Político da oposição ao presidente da República Dominicana, Danilo Medina, a quem Santana atendia, Humberto Salazar soltou o verbo e denunciou que o brasileiro usou empresa de fachada, a Polis-Caribe, para repatriar de Angola US$ 16 milhões, que passaram por bancos dominicanos e foram destinados ao Brasil. Se ouvir Salazar, a Justiça Federal brasileira terá um pote de ouro nas mãos.

O apartamento

Salazar revelou para amigos que há fortes indícios de que a Polis-Caribe é fachada, e sua sede é num apartamento na Calle Helios, na Bella Vista, em Santo Domingo.

Mi$tério

Não por acaso, é em Angola que a Odebrecht, envolta nesta denúncia que pegou Santana, tem grandes obras bancadas desde o Governo Lula. 

Conexões

Ao saber da prisão cedo, a presidente Dilma correu para o Planalto e reuniu-se com o ministro Edinho (Secom), que foi seu tesoureiro na campanha. Quis saber tudo.

Cegueira camarada

Em lua de mel com o governador Flávio Dino (PCdoB), o Ministério Público do Maranhão fecha os olhos para o contrato de assessoria de imprensa e gestão de imagem de R$ 6 milhões, para um ano de serviços, contratado do Grupo Informe, de Brasília, via licitação. Daí? Daí que a então governadora Roseana Sarney pagou R$ 1,32 milhão pelo mesmo serviço e período para a CDN Comunicação.

Bunkers

O contrato de Roseana com a CDN – agência maior e mais conhecida nacionalmente que a atual – foi divulgado no Diário Oficial do Maranhão dia 8 de agosto de 2014. Detalhe: Roseana dispunha e Dino mantém equipe de assessores no Palácio dos Leões.

Voz da caserna

O deputado Cabo Daciolo (RJ) apresentou projeto de lei que exclui artigo do Código Penal Militar de punição a militares da reserva, com risco de prisão, por manifestações públicas. A proposta é comemorada na caserna e fora dela.

É que..

Hoje, se um ex-cabo ou ‘general de pijama’ participar de protesto nas ruas, dar entrevistas ou postar algo na internet (um direito constitucional) corre risco de prisão.

Tá na mala?

João Santana tomou gosto e hábito por trazer de lá para Brasília caixas de charutos para a presidente Dilma. Ela é fã dos robustos dominicanos, os melhores do mundo.

Na fila

Especulou-se que João Santana e a esposa já estariam na lista vermelha da Interpol para prisão. Mas o único brasileiro procurado internacionalmente com sobrenome Santana era Ricardo Ribeiro, 37 anos.

Os 200 do Brasil

Aliás, no site da Interpol neste momento há exatamente 200 brasileiros na lista vermelha. Adivinhe quem foi retirado da lista? Paulo Maluf, deputado federal. Talvez tenham descoberto que ele bate ponto no Congresso de terça a quinta-feira.

Já deu!

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, não aguenta mais o Governo. A cada fase da Lava Jato, ele é bombardeado por Dilma, Lula, e pelo PT, por não ‘controlar a PF’ – e nem pode. Cardozo garante a amigos que sua “jornada chegou ao fim”.

Contagem regressiva

Um parlamentar petista, que já prepara o anúncio de saída da legenda, definiu assim a prisão do marqueteiro João Santana e a expectativa em torno do preocupante retorno do colega Delcídio do Amaral ao Senado: “São duas granadas sem pino”.

Toga Quente

Ferve a Corte em tititi desde semana passada. Em apenas dois dias, o STF tirou de pauta o processo de Renan Calheiros, incluiu o de Eduardo Cunha, livrou Aécio Neves da Lava Jato e soltou Delcídio do Amaral. Tudo conectado. Ou não.

Ponto Final

“Eu, medo? Olha aqui, rapaz, não tenho medo de nada, de nada! Ou melhor, tenho medo de mulher. Só tenho medo de mágoa de mulher. Mulher magoada é capaz de coisas terríveis”.

Do então senador ACM, nos anos 90, em entrevista a um repórter, quando aliado forte do presidente FHC.

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