Altair Magagnin

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Os discursos da diplomação dos eleitos há quatro anos fazem sentido hoje

Políticos precisam superar a retórica e partir para ações práticas

Há quatro anos, a necessidade de combater a corrupção permeou o discurso daqueles que representaram os candidatos eleitos durante a cerimônia de diplomação. Falava-se que o momento era “delicado”, que exigia “responsabilidade e serenidade”. O então presidente do TRE-SC, desembargador Vanderlei Romer disse que o Brasil não aguentava mais “tanta sangria”. Conclamou aos eleitos uma mobilização pela reforma política. Tímida, a ampla reforma política não veio, somente remendos. Coube então ao eleitor “reformar” os políticos.

Carlos Moisés e Esperidião Amin entre os diplomados de 2018 - Marco Santiago/ND
Carlos Moisés e Esperidião Amin entre os diplomados de 2018 – Marco Santiago/ND

Os discursos de 2014 foram visionários. Mas, nem todos entenderam. Quatro anos depois, apenas cinco entre os 16 deputados federais e 18 dos 40 estaduais receberam, ontem, o diploma que concluiu o processo eleitoral de 2018. Estão aptos a mais um mandato. A missão, basicamente, é a mesma: melhorar.

Desde sempre, mas muito mais forte nos tempos atuais, o que norteia as posturas é o compromisso por mudança. Menos divergências político-partidárias e mais ações que causem efeito, discursou Ricardo Alba (PSL), o deputado estadual mais votado. Para um mundo que se transforma, conforme Esperidião Amin (PP), mais votado ao Senado, a saída de encontra no resgate dos princípios, esses não mudam.

Eleitos em Santa Catarina são diplomados pela Justiça Eleitoral; assista

É preciso, e essa foi a promessa expressa pelo governador diplomado Carlos Moisés (PSL), reiniciar o sistema. A missão é resgatar o serviço público, algo “autoexplicativo”, segundo ele, ou seja, servir ao povo. O passado recente, há quatro anos, com desdobramentos em outubro, mostra que o político precisa superar a retórica e partir para ações práticas. Honestidade e eficiência são necessidades urgentes.

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