Partidos iniciam conversas para definir alianças e candidatos à Prefeitura de Joinville

Enquanto algumas legendas já dão como certo o nome do pré-candidato, outras ainda estudam o melhor caminho a seguir até a data de início das convenções

A menos de três meses da data de início das convenções partidárias para escolha dos candidatos a prefeito e vereadores em todo Brasil, o Notícias do Dia publicou na quarta a primeira pesquisa com o nome dos principais candidatos a prefeito. Alguns negam que estarão na disputa, outros estão esperando a definição do partido. Para tentar traçar um perfil da eleição que se aproxima, a reportagem conversou com os presidentes de 11 partidos da cidade. Enquanto alguns já dão como certo o nome do pré-candidato, outros ainda estudam o melhor caminho a seguir até a data de início das convenções.

ARTE/ND

Treze pré-candidatos foram indicados por onde partidos para concorrer à Prefeitura de Joinville

Cinco partidos já definiram os rumos que irão tomar. PMDB, PP, PSD, PSoL e PEN garantem que terão candidatos na disputa à prefeitura e os nomes estão acertados, faltando apenas definir os vices.

Presidentes do PSDB, PT e PDT garantiram que estarão na disputa para chefe do Executivo, porém os nomes ainda não foram decididos. O PPS e o recém-fundado PMB (Partido da Mulher Brasileira) concentrarão o trabalho na composição da nominata para eleição dos vereadores. O PSB trabalha com a possibilidade de se manter vice do atual prefeito e candidato à reeleição pelo PMDB, Udo Döhler, mas não descarta uma chapa própria.

Juntos, os partidos têm 13 nomes na disputa, onde figuram os ex-prefeitos Marco Tebaldi e Carlito Merss. A lista inclui, ainda, o senador Paulo Bauer, o ex-deputado Francisco de Assis Nunes, o deputado Darci de Matos, a ex-delegada Marilisa Boehm, o vereador James Schroeder, o ex-vice-prefeito Rodrigo Bornholdt, o ex-senador Belini Meurer, o fundador da Pró-Rim, José Aluísio Vieira (Xuxo),  o professor Marcos Soares e o militante Ivan Rocha, além de Udo.

As convenções para escolha de candidatos e a deliberação sobre coligações serão de 20 de julho a 5 da agosto. Os partidos têm até 15 de agosto para registrar candidatos. No dia 16, está autorizado o início da campanha. Na rádio e na televisão, a propaganda gratuita será de 26 de agosto a 29 de setembro.

PMDB e PSD disputam o mesmo vice

Mesmo faltando três meses para definição dos candidatos, PMDB e PSD garantem que estão com os nomes acertados para a disputa. O PMDB, detentor da atual gestão, apostará na reeleição do prefeito Udo Döhler. Segundo a presidente do partido, Simone Schramm, a indicação é baseada na vontade do próprio prefeito de concorrer à reeleição.

Um dos coordenadores de campanha do partido, Afonso Carlos Fraiz, destaca também que Udo Döhler manifestou a vontade de concorrer novamente ao cargo repetindo a drobradinha, tendo como vice Rodrigo Coelho, do PSB. “Pretendemos manter a mesma composição da disputa de 2012, a única diferença é que na outra eleição o Coelho era de outro partido”.

O partido do atual vice-prefeito é um dos mais visados para compor chapa como vice. O PSB também está na mira do pré-candidato e presidente do PSD, Darci de Matos. Darci descartou a possibilidade de o partido sair com chapa pura ao lado do deputado Kennedy Nunes. “Estamos buscando um vice que deve sair de um partido com bom tempo de televisão e número de votos, como o PR, PSB ou PDT, se este último não lançar candidato”, comentou.

Diante da atual possibilidade, o presidente do PSB, Lúcio Mauro Nedel, garante que o partido socialista está fechado com o PMDB e manterá Rodrigo Coelho na posição de vice. O presidente relata, inclusive, que a Executiva Nacional convidou o deputado estadual Patrício Destro, primeiro deputado eleito pelo partido em Joinville, para concorrer à prefeitura de Joinville, convite que foi descartado por Destro, a fim de manter o acordo entre PMDB e PSB. “Coelho só não será o vice se Udo Döhler não quiser”, destacou.

PP não abre mão do dr. Xuxo

Garantindo que não abrirá mão de concorrer à prefeitura, o presidente do PP, Rodrigo Thomazi, dá como certa a candidatura de José Aluísio Vieira, o dr. Xuxo, candidato a deputado federal em 2014. “Essa é uma candidatura consolidada e o partido acredita nele (Xuxo). Ele é unanimidade”, revela.

Segundo Thomazi, não existe a possibilidade do partido abrir mão da candidatura própria para compor chapa como vice. “É importante para o PP ter uma candidatura própria. A vaga de vice está reservada para algum partido que acredite na ideia do nosso pré-candidato”. “Se não tivermos uma coligação, nada impede que o partido saia com chapa pura, como já ocorreu em outros anos.”

Com a ideia de disputar a prefeitura com um novo conceito de campanha, o PSol tem como pré-candidato o ex-presidente do partido e militante, Ivan Rocha. Segundo o presidente do PSoL, Eduardo Rodrigues , o partido que é conhecido por defender as minorias deve disputar a eleição tendo como vice um nome do próprio partido. Rodrigues comenta que o PSol não faz aliança com objetivos numéricos, mas, conforme o seu programa. “Por isso, fica difícil negociar com outros partidos. A opção de sair em chapa pura geralmente é uma imposição.”

Com 60 filiados e representatividade na cidade há seis meses, o PEN (Partido Ecológico Nacional) tem como pré-candidato seu presidente Marcos Alves Soares. Segundo Soares, a intenção é lançar a candidatura sem coligações no primeiro turno. O presidente esclarece que não está descartada a coligação, mas que ela deve ser feita com um partido que tenha ideologias parecidas com a do PEN. “Queremos eleger um vereador, se for preciso talvez façamos coligação com a Rede Sustentabilidade.”

Mulheres podem entrar na disputa

Com vários nomes de pré-candidatos, PSDB e PT manifestaram a vontade de lançar uma mulher na chapa majoritária. O presidente do PSDB, Cromácio José da Rosa, comenta que o partido deve decidir mais perto da convenção um candidato à prefeitura da cidade, mas cita que a ex-delegada Marilisa Bohem é uma das cotadas.

Além de Marilisa, o partido tem, ainda, a opção pelo senador Paulo Bauer e o deputado federal Marco Tebaldi. “Bauer e Tebaldi são candidatos preparados e conhecidos, estão aptos para administrar a cidade. Temos ainda a ex-delegada Marilisa, que também pode ser um nome para prefeita.” Sobre o vice, diz que é cedo para falar a respeito, mas não descarta a possibilidade de lançar chapa pura.

Partido do ex-prefeito, o PT tem como nome mais forte o próprio Carlito Merss. “Oficialmente, só podemos falar em candidato a partir da convenção, mas nosso nome mais forte e natural é Carlito Merss”, diz o presidente do Partido dos Trabalhadores de Joinville, João Batista Souza. Sem citar nomes, o presidente destacou, também, a possibilidade de trazer uma mulher para concorrer ao principal cargo do Executivo. O PT tem, ainda, o nome do ex-deputado Francisco de Assis Nunes.

“Se não conseguirmos aliança com um bom vice, vamos lançar chapa pura. Mas teremos candidato na majoritária, somos o único partido que desde 1982 lançou candidatura própria em todos os anos”, orgulha-se.

“Será uma eleição muito aberta”

Depois de expulsar o vice-prefeito Rodrigo Coelho, em abril de 2014, o PDT (Partido Democrático Trabalhista) garante que terá candidato à prefeitura em 2016. Para o presidente do partido, Rodrigo Bornholdt, essa será uma eleição muito aberta e o partido pretende disputar o segundo turno. “Estamos decididos a lançar candidatura própria e queremos chegar ao segundo turno. Acreditamos que esta será uma eleição muito aberta”, destacou

Entre os pré-candidatos pelo PDT estão, além do próprio Rodrigo Bornholdt, principal nome do partido para disputar a majoritária, o vereador James Schroeder e o ex-senador Belini Meurer. Questionado sobre a possibilidade ser vice do pré-candidato Darci de Matos, Bornholdt descartou a possibilidade: “Não vejo a possibilidade de compor com outros partidos no primeiro turno como aconteceu no ano anterior”.

Partidos como PPS e PMB não terão candidatos a prefeito neste ano. O presidente do PPS, Júlio Serpa, comenta que se chegou a levantar a possibilidade do ex-vereador Sandro Silva e o vereador Levi Rioschi concorreram ao cargo, mas a opção foi descartada pelo partido que prefere trabalhar na candidatura dos vereadores. A mesma opinião tem a recém-eleita presidente do PMB, Tatiane Steil: “Não sairemos com pré-candidato a prefeito, por termos tido menos de uma semana para criar a executiva e fechar candidatos, por isso precisaremos coligar.”

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