Perfil de autor de atentado tem indícios de uma personagem preocupada com conspirações

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em um perfil de rede social com o nome de Adélio Bispo de Oliveira e com a foto de alguém com o mesmo rosto do homem acusado de atacar Jair Bolsonaro, há indícios de uma personagem preocupada com conspirações (o perfil no Facebook começou a receber ataques logo que se divulgou o nome do suspeito; por volta das 18h25, todas as postagens desapareceram).

A maioria dos posts deste ano, pelo menos, trata de supostas maquinações maçonaria, que controlaria empresas e seria representada por vários políticos de direita no Brasil.

O autor dos posts frequentemente se diz autor de planos que foram apropriados por políticos (“é meu plano de 2015?”). Ataca vez e outra Bolsonaro e pelo menos uma vez, seu vice, o general Mourão, outro integrante da maçonaria. Em algumas publicações, aparece em manifestações a favor de Lula.

Escreve contra a desnacionalização de empresas. Defende o fim do estado laico e sugere lei que transforme o Brasil em estado cristão; publica textos e imagens desfavoráveis a homossexuais (um contra a Parada Gay, por exemplo). No comentário a um vídeo do ditador da Venezuela, parece defender o “comunismo” e ataca a “direita maçônica”.

Propõe projetos como a da criação de novas cidades racionais no país, que poderiam ser habitadas por solteiros (que, lembra em post de 3 de agosto, seriam a maioria do eleitorado catarinense, perfil de eleitor que não recebe a atenção de candidatos).

Argumenta ou explica situações com base em números ou algo parecido com numerologia. Discute ou apresenta desenhos animados que teriam mensagens subliminares.

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