Abrir hospital em Biguaçu é meta para 2014, promete prefeito José Castelo Deschamps

Mesmo sem conseguir inaugurar a instituição de saúde em 2013, Deschamps afirma que conseguiu concluir ações importantes, como a macrodrenagem do município

Na visão do prefeito de Biguaçu, José Castelo Deschamps (PP), o Ano-Novo será próspero para a cidade da Grande Florianópolis, principalmente na área da saúde. Após passar o primeiro ano do segundo mandato tentando resolver os entraves da inauguração do hospital regional da cidade, embargado pela Vigilância Sanitária, ontem as obras foram retomadas, com o apoio do governo do Estado.

Se ficou para 2014 a abertura do hospital, 2013 foi o ano que os moradores de Biguaçu se viram afastados das perdas provocadas pelas cheias. A macrodrenagem, com galerias para escoamento das águas, foi concluída com dois meses de antecedência. “Foi um ano em que conseguimos tirar as enchentes das casas das pessoas”, enaltece Deschamps. O prefeito anuncia que ainda serão feitas tubulações complementares em duas localidades neste ano.

Deschamps promete para 2014 um ano com melhor desempenho econômico, com a entrada em vigor do programa de incentivo para empresas se instalarem no município. A outra meta importante é encaminhar à Câmara de Vereadores o projeto de revisão do Plano Diretor.

Marco Santiago/ND

Entre as ações de 2014, prefeito promete encaminhar Plano Diretor à Câmara

Quais foram os desafios de 2013?

Foi um ano em que conseguimos tirar as enchentes das casas das pessoas. Concluímos a primeira etapa da macrodrenagem nas bacias do Bom Viver, Jardim Marcelo, Carandai, Vendaval, Universitário e parte do Centro. Essa fase da obra começou em 2012, com cronograma de 24 meses, mas concluímos em 22 meses. Foram R$ 32 milhões investidos pelo PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]. Agora tem um complemento de R$ 6 milhões para construir as tubulações no Alto Bom Viver, no Jardim São Miguel e ainda onde tinha os canais antigos.

Quais avanços na saúde e educação?

Na saúde, fizemos dois postos novos no Centro e no bairro Fundos, além de reformar e ampliar  outros 14. Na educação, tivemos mudanças na questão pedagógica, com ações para aproximar os pais dos filhos nas escolas e creches.

A construção do contorno viário da BR-101 foi uma luta dos municípios da Grande Florianópolis. O senhor está confiante que a obra saia do papel em 2014?

O anel viário é uma obra importante para a região, é um projeto que estamos trabalhando intensamente com nossos deputados federais. Em 2013 já conseguimos a vitória de manter o traçado original. Queremos nos reunir [os prefeitos] com o presidente do Fórum Parlamentar Catarinense, Marco Tebaldi [PSDB], no começo deste mês para cobrarem do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente] a aprovação do relatório de impacto ambiental para autorizar a ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres] e a concessionária Autopista Litoral Sul a dar a largada na obra. Acredito que a construção comece em março, sem novos adiamentos.

Quais são as metas para 2014?

A principal é abrir o hospital regional na cidade. Reiniciamos as obras neste segundo dia do ano, com a dragagem do entorno do prédio, cerca, estacionamento e jardim, que devem ficar prontas em março. Depois, levará 90 dias para começar a funcionar. É um hospital para atender a população de Biguaçu e da redondeza. Foram investidos cerca de R$ 25 milhões, metade do Estado, o restante da prefeitura. Também esperamos começar o projeto de dragagem do rio Biguaçu, projeto que entregamos ao Ministério da Integração, para evitar enchentes e melhorar o potencial turístico. Agora nós vamos fazer a parte política.

Como está o andamento da revisão do Plano Diretor? Será encaminhado ao Legislativo neste ano?

A revisão do Plano Diretor vai dar um norte importante à cidade. Já foram realizadas todas as audiências públicas e agora está sendo compilado pela equipe técnica. Devo remeter à Câmara em fevereiro.

Em dezembro, a Câmara aprovou a criação do Probiguá (Programa de Incentivo ao Desenvolvimento Econômico de Biguaçu). Como vai funcionar a iniciativa?

Vamos isentar ou reduzir tributos de empresas que se instalarem no município de acordo com a capacidade de gerar emprego e renda para a cidade. O programa entra em vigor neste ano.

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