Paulo Alceu

Análises qualificadas e comentários assertivos acerca dos assuntos mais relevantes para os catarinenses.


Presente nas ruas pelas Diretas Já, contra Collor e Dilma, cadê o povo contra Temer?

A tomada do poder pelos militares, em 1964, teve o brasileiro nas ruas. As Diretas tiveram a Candelária, no Rio, abarrotada de brasileiros. O impeachment de Collor teve brasileiros nas ruas, os caras pintadas. O impeachment da Dilma teve os brasileiros nas ruas, batendo panelas. E por que agora não existe mobilização popular capaz de enxotar Temer do Jaburu? Para a direita, o “Fora, Temer” seria o mesmo de antecipar as eleições. Para a esquerda, fica claro que o militante de ideais sucumbiu diante de tantas falcatruas de suas lideranças. Mas, o cidadão comum, o de maior representatividade, sem cores partidárias e ideológicas? Está consciente que qualquer movimento poderá colocar Lula novamente no Planalto. Pelo menos teme que isso ocorra, diante de todos os fatos expostos pela Lava Jato. Não há clamor popular, há, isso sim, movimentos sindicais de interesses localizados. Não havendo clamor popular, não significa que o brasileiro seja favorável a Temer. O sentimento é de repulsa. Tanto que as pesquisas mostraram sua queda recorde de popularidade. Ou seja, popularidade que nunca teve. E com este quadro, Temer se equilibra, tentando garantir o mandato até o final de 2018. O povo não está apático, mas enojado. E para completar, não tem para onde correr.

Manifestações de rua - Eduardo Valente/Arquivo/ND
Manifestações de rua – Eduardo Valente/Arquivo/ND