Presidente da Fecam deixa o cargo para buscar reeleição como prefeito

Decisão de Saulo Sperotto, prefeito de Caçador, vai na contramão de posicionamento de federação pelo adiamento do pleito eleitoral de 2020 para 2022

Depois de apenas um semestre à frente da Fecam (Federação Catarinense de Municípios), o prefeito de Caçador, Saulo Sperotto, deixou nessa quinta-feira (4) a presidência da entidade. A mudança de cargo se dará para cumprimento do calendário eleitoral, já que Sperotto será candidato à reeleição em sua cidade, o que configura uma desincompatibilização.

Saulo Sperotto, presidente da Fecam, defende junto com demais prefeitos catarinenses o adiamento das eleições e unificação de pleitos e mandatos – Foto: Rafael SeidelSaulo Sperotto, presidente da Fecam, defende junto com demais prefeitos catarinenses o adiamento das eleições e unificação de pleitos e mandatos – Foto: Rafael Seidel

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Mas a decisão apresenta um paradoxo: a Fecam tem se manifestado incisivamente contrária à realização das eleições em outubro de 2020, se posicionando pela unificação de todos os pleitos eleitorais em 2022 e o fim da reeleição.

A federação apresentou sua posição pelas mudanças na semana passada, durante o Fórum Parlamentar Catarinense, que reuniu cerca de 140 gestores públicos por videoconferência. Na ocasião, o próprio Sperotto se manifestou em favor do adiamento das eleições de outro e a unificação do calendário eleitoral em 2022.

Além das dificuldades impostas pela pandemia nas eleições deste ano, o fato de haver um pleito a cada dois anos, na visão do prefeito, trava o início e o fim dos mandatos, gera custos para realização das votações e de criação do fundo partidário. O fim da reeleição também foi defendido pela federação, que se posicionou em favor de mandados de cinco anos.

A decisão de deixar a presidência da Fecam agora justamente para concorrer à reeleição, afirma, se deu porque o calendário eleitoral continua mantido. “Esse calendário deve se cumprir, nós não podemos trabalhar com uma expectativa de mudança porque até o momento não tem uma posição sobre isso”, explica, ressaltando seu posicionamento pelo adiamento do pleito.

Mas, para Sperotto, se manter no cargo seria uma aposta. “Hoje temos que responder à legislação vigente, por isso a necessidade dessa mudança”, conclui. Em seu lugar, ficará o então vice-presidente da federação, Orildo Severgnini, prefeito de Major Vieira, que, segundo Sperotto, seguirá com os membros do conselho se posicionando pela mudança.

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