Presidente Jair Bolsonaro fala com exclusividade ao Grupo ND

Entrevista aconteceu durante passagem do presidente por Florianópolis para sobrevoar áreas atingidas pelo ciclone bomba

O presidente Jair Bolsonaro concedeu uma entrevista exclusiva ao Grupo ND na manhã deste sábado (4). Bolsonaro esteve em Florianópolis para sobrevoar regiões do Estado atingidas pelo ciclone bomba nesta semana.

Presidente Jair Bolsonaro visitou Santa Catarina após a passagem de ciclone bomba – Foto: Julio Cavalheiro/Secom

A comitiva presidencial, que contou com a presença do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, chegou à Capital por volta das 8h20.

Foi Marinho quem falou, mais tarde, sobre a destinação de recursos para Santa Catarina. “O presidente nos orientou desde o princípio a conversar com o governador, com a bancada. Enviamos para cá o secretário da Defesa Civil já há três dias, ele irá ficar aqui até segunda-feira (6) orientando os prefeitos. Há recursos suficientes sim, tanto para fazer a ajuda humanitária, como para o processo de reconstrução”, disse.

Logo após o desembarque no Aeroporto Internacional de Florianópolis, Bolsonaro realizou o sobrevoo em um helicóptero da FAB (Força Aérea Brasileira) por Tijucas e Governador Celso Ramos.

O município da Grande Florianópolis teve um prejuízo de mais de R$ 100 milhões, segundo estimativa do prefeito Juliano Duarte Campos. Por volta das 14h30 deste sábado, segundo a plataforma de monitoramento da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina), mais de 3 mil unidades consumidoras ainda estavam sem energia elétrica apenas na cidade.

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Após o sobrevoo, Bolsonaro participou de uma reunião com a presença de senadores, deputados federais e estaduais catarinenses. Diagnosticado com a Covid-19, o governador Carlos Moisés (PSL) participou virtualmente do encontro.

Diferente do que previa a agenda, Bolsonaro não concedeu entrevista coletiva, mas falou com exclusividade ao Grupo ND. Na entrevista, o presidente falou sobre apoio para a recuperação dos atingidos pelo ciclone e também sobre a retomada da economia no segundo semestre do ano.

Confira a entrevista exclusiva do presidente Jair Bolsonaro ao Grupo ND:

Grupo ND – O que o senhor pode falar sobre esse sobrevoo? O que o senhor viu, quais foram as impressões?

Jair Bolsonaro – Passamos por alguns pontos que foram atingidos por esse ciclone. Realmente é uma imagem triste. Somos solidários aos familiares que perderam seus parentes. Vim acompanhado do ministro de Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, bem como o secretário de Defesa Civil e já estamos trabalhando, mas agora é de forma mais integrada e nos colocamos a disposição dos governadores e prefeitos para recuperar e mitigar os problemas ocasionados por esse ciclone.

Já estamos trabalhando, mas agora é de forma mais integrada e nos colocamos a disposição dos governadores e prefeitos

Qual sua avaliação sobre este primeiro semestre encarando esse cenário de pandemia? Existe uma projeção para recuperação neste segundo semestre?

Jair Bolsonaro – O mundo todo foi atingido, o Brasil não ficou de fora. A nossa equipe de ministros, de forma muito profissional, tomou todas as providências não só para atender estados e municípios, conforme decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), com recursos, bem como trabalhamos também para que empregos não fossem destruídos, porque a recessão é muito mais grave do que o que estamos vivendo no momento. O governo continua fazendo todo o possível. Estamos tendo notícias de que, cada vez mais, não só no Brasil, mas no mundo, que o tratamento precoce via hidroxicloroquina tem surtido efeito. Então nós apelamos para aqueles que ainda resistem, no tocante a esse protocolo, e que como é um protocolo é algo oficial, que realmente entendam que o único tratamento que temos no momento é a hidroxicloroquina, enquanto não chega a vacina. O Brasil muito bem se aliou agora à Inglaterra e a outros países com US$ 100 bilhões na busca dessa vacina. O governo federal continua trabalhando incessantemente para minorar o sentimento, não só físico, evitando mortes, e também que o desemprego assole nosso país.

Estamos tendo notícias de que, cada vez mais, não só no Brasil, mas no mundo, que o tratamento precoce via hidroxicloroquina tem surtido efeito.

Existe uma preocupação com diversas áreas da economia. Santa Catarina tem 12% do seu PIB representado pelo turismo, que depende essencialmente da circulação de pessoas. Há uma expectativa muito grande para a chegada do verão, por exemplo. Existe um trabalho que possa ser feito para fomentar o turismo interno, para que as pessoas voltem a circular pelo país?

Jair Bolsonaro – O Brasil cresceu muito no turismo no ano passado, não só com o ministro Marcelo Álvaro Antônio, bem como o Gilson Machado Neto, que é o presidente da Embratur. Obviamente, enquanto a pandemia não for dissipada, não teremos boas notícias para o turismo. Tão logo que nós fiquemos livre dela, nós teremos, pode ter certeza. Esse trabalho continua no momento e chegará mais forte para que o Brasil mostre ao mundo seu potencial, que é enorme nessa área”.

Enquanto a pandemia não for dissipada, não teremos boas notícias para o turismo. Tão logo que nós fiquemos livre dela, nós teremos, pode ter certeza.

O senhor assumiu o país com a proposta de trazer um governo diferente. Como é que o senhor avalia o seu mandato até agora? O senhor tem conseguido trabalhar? Quais são os destaques entre as ações já realizadas?

Jair Bolsonaro – Nós quebramos paradigmas. Encontramos um Brasil com sérios problemas econômicos, financeiros, éticos e morais. É um governo que respeita a constituição acima de tudo e ninguém pode falar uma só palavra que, por ventura, venha a dizer que estamos fazendo o contrário. Respeitamos a liberdade de expressão, que é um dos pilares da democracia, respeitamos os poderes, agora temos dificuldade sim porque o governo passou a trabalhar de forma diferente dos anteriores. Nós temos um grupo de 23 ministros, todos técnicos, que trabalham realmente com o coração para que o Brasil ocupe o lugar de destaque que ele merece tendo em vista o seu grande potencial que existe.

Nós quebramos paradigmas. Encontramos um Brasil com sérios problemas econômicos, financeiros, éticos e morais.

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