PT segue unido para a reeleição de Carlito Merss

Esquerda Marxista, que defendia o nome do vereador Adilson Mariano, conseguiu 40% dos votos dos delegados

Divulgação

Carlito Merss, Ideli Salvatti, José Fritsch e Írio Corrêa

Partir para a campanha com o PT unido, lembrar as dificuldades encontradas há três anos e mostrar os avanços da administração municipal neste período. Estas serão as bandeiras dos petistas na campanha que buscará a reeleição do prefeito Carlito Merss, definidas no encontro municipal de delegados do PT realizado na Mitra Diocesana, sábado passado (14).

O evento teve a presença da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e do presidente estadual do PT, José Fritsch, que firmaram o compromisso de apoiar Carlito Merss durante a campanha. “O PT tem condições de eleger e reeleger seus prefeitos em 118 municípios com mais de 150 mil eleitores. Joinville é uma destas cidades”, disse a ministra.

José Fritsch lembrou que o PT de Joinville teve divergências internas com o pedido de expulsão do vereador Adilson Mariano pela direção municipal petista, mas que tais conflitos estão superados em nome da reeleição de Carlito.  “Joinville é a maior cidade de Santa Catarina. O PT tem que buscar a união para garantir esta posição na prefeitura e continuar com as reformas em nome do progresso”, assegurou.

A indicação do prefeito  Carlito Merss à reeleição foi consolidada com a presença de 215 delegados municipais dos 313 eleitos há duas semanas. Como a maioria dos delegados (60%) apoiava a reeleição do prefeito, restou à ala da Esquerda Marxista (40%), que defendia a indicação do vereador Adilson Mariano para disputar a Prefeitura, buscar a integração em nome de um programa de governo de consenso

O PT também definiu 55 pré-candidatos a vereador, mas, conforme explicou o presidente municipal petista, Irio Correa, haverá apenas 38 vagas com coligação. “Teremos que fazer uma avaliação do potencial de cada pré-candidato. Infelizmente, não existe espaço para todos”, adiantou.

Dificuldades

Em seu discurso, o prefeito Carlito Merss lembrou as dificuldades quando assumiu o governo. Ressaltou que a Prefeitura estava às escuras, sem informações no sistema de informática sobre a receita, as dívidas, os contratos e outras operações. “Foi mais de um ano de luta para colocar a casa em ordem neste setor. Começamos a recuperar financeiramente a Prefeitura. Instalamos sistemas transparentes sobre a administração e iniciamos a fase de obras”, listou. 

Carlito frisou que recebeu críticas por defender o saneamento básico como prioridade, mas lembrou que a cada R$ 4 aplicado em rede de esgoto ganha-se R$1 na saúde.

O prefeito defendeu a união dentro do PT e criticou a oposição, que não aceita as modificações que implantou nos três anos e que deram agilidade e economia ao governo municipal. “Nossa coligação conta com o PP, PR, PSL, PSC, PHS, PT do B, PRTB e logo terá o PDT e o PRB. São nove siglas que ajudarão o PT na minha reeleição”, destacou. 

Governo popular

O vereador Adilson Mariano, da Esquerda Marxista, garantiu que o PT seguirá unido para a eleição municipal. Mas pregaque o programa de governo seja voltado para ações populares, como o transporte coletivo público. “O PT tem que voltar às suas origens, quando buscava atender aos anseios da população. O transporte coletivo público é um exemplo”, disse. Adilson entende que os petistas têm uma militância forte e que fará uma campanha exemplar em favor da vitória de seu candidato.

Idelli Salvatti e as denúncias

A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, confirmou que comparecerá à convocação da Comissão de Fiscalização Financeira da Câmara (data a ser definida), para dar explicações sobre as denúncias de irregularidades na compra de 28 lanchas pelo Ministério da Pesca.

Em entrevista para o Notícias do Dia, Ideli confessa que estranha que tal caso tenha sido levantado justamente agora, quando o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) está sendo investigado pelo vínculo com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso em fevereiro pela Polícia Federal sob a acusação de chefiar um esquema de jogos ilegais em Goiás.

“Quando houve a negociação destas lanchas eu estava no Senado, não era ministra. De qualquer forma, o processo de compra passou por licitação e teve análise do Tribunal de Contas da União. Tudo será devidamente esclarecido na hora certa”, afirmou.

Sobre o caso “Cachoeira”, a ministra revelou que é mais grave do que se imagina e que várias revelações ocorrerão sobre o envolvimento do senador Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira. “É um esquema maior do que o imaginado. É grave a situação, tanto que adianto que envolve as mais diversas esferas.”

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