Dividas levam equipe de transição a fazer nova análise

Real situação da dívida da Prefeitura de Joinville preocupa Sinsej

Transição

Depois da descoberta de uma dívida de R$ 125 milhões do município com as empresas de transporte coletivo de Joinville, razão alegada para o reajuste acima da inflação concedido pelo então prefeito Carlito Merss (PT) e revogado depois pelo prefeito Udo Döhler, continuam pipocando dívidas. A mais recente ‘novidade’ é justamente o parcelamento do salário dos servidores públicos municipais que receberão a primeira parcela hoje (40%) e a outra no dia 10 (60%).

Alegação

Conforme já destacou o secretário da Fazenda, Nelson Corona, quando chegou o dia 1º de janeiro, não havia recurso suficiente para pagar o salário integral dos 11 mil servidores. Restou o parcelamento como única opção e sem negociação. A partir disso, rodada de novas acusações entre governo anterior e governo atual.

Responsabilidade

O governo atual alega que era de competência do governo de Carlito deixar o caixa para o pagamento do mês de dezembro, pois os servidores trabalharam em sua gestão. Carlito Merss afirma que todo final de ano falta dinheiro no caixa da Prefeitura pela queda da arrecadação. Ele lembrou que isso ocorreu quando assumiu em 2009 e teve de pedir ajuda aos bancos para antecipar o pagamento referente o IPTU. Para o ex-prefeito, Udo deveria fazer o mesmo.

Sagrado

O presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter, não se lembra da última vez que o salário dos servidores foi parcelado e não esconde a preocupação com a futura política adotada pela atual administração. Ele disse que nos municípios vizinhos não há nenhum registro de atraso ou parcelamento de salários.

Revolta

O caso promete ainda dar o que falar durante a semana, principalmente na próxima quarta-feira, quando o Sinsej (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville), vai realizar uma assembleia de urgência. A dúvida do sindicato é se a mesma história não se repetirá nos próximos meses.

Transição

Com tantos problemas financeiros ocorrendo em menos de uma semana, fica uma pergunta no ar: as comissões de transição do governo anterior e do atual não discutiram ou previram tais situações? Ora, o primeiro item que se observa numa transição é se o caixa está em ordem e se o funcionalismo receberá em dia.  É no mínimo estranho que agora apareçam dívidas com as empresas concessionárias do transporte coletivo, com o Ipreville e falta de dinheiro para pagar o funcionalismo.

Em campanha

O deputado estadual Kennedy Nunes (PSD) parece que não parou com a campanha para prefeito. Investiu em outdoors criticando o prefeito Udo Döhler por não baixar o preço da passagem e agora pede que a Prefeitura invista com urgência nos elevados para melhorar o trânsito de Joinville. O deputado será uma “pedra no sapato” de Udo.

Regimento

O presidente da Câmara de Vereadores de Joinville, João Carlos Gonçalves (PMDB), terá uma missão difícil pela frente: colocar em prática o regimento interno durante os trabalhos legislativos. Conforme destacou o vereador Maurício Peixer (PSDB), o regimento sofreu mudanças para agilizar as sessões, mas até agora não saiu do papel.

Ippuj

Vladimir Constante é o novo presidente do Ippuj. Na verdade. Ele já havia ocupado o cargo no governo de Carlito Merss, mas diate da experiência foi novamente convidado a continuar com seu trabalho. Vladimir disse que recebeu o convite e aceitou ontem mesmo. Ele pretende dar continuedade aos projetos desenvolcidos em Joinville, principalmente os de saneamento básico.

Impasse

Como ficou a construção da unidade de saúde do bairro São Marcos? O impasse estava na liberação da licença ambiental.

Retorno

O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), deve retornar a Joinville. Será uma forma de prestigiar o prefeito Udo Döhler e mostrar que o governo federal será parceiro da atual administração municipal. A tendência é de que Temer esteja presente no dia 9 de março, aniversário da cidade.

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