Ramon Wollinger assume Prefeitura de Biguaçu após renúncia de Castelo Deschamps

Titular deixou o cargo por orientação médica em função de problemas cardíacos, além de pressões políticas que vinha sofrendo

O vice-prefeito de Biguaçu Ramon Wollinger (PSDB) assumiu na manhã de ontem o comando do município, após a renúncia do prefeito José Castelo Deschamps (PP), anunciada na tarde de quarta-feira. Castelo alegou seguir orientação médica e acatar um pedido da família que há pelos menos três anos acompanha o tratamento do prefeito aos problemas cardíacos. Aos 58 anos, Castelo implantou três stents para desobstrução das artérias, que impediam o bombeamento de sangue ao coração.

Divulgação

Ramon Wollinger apontou reforma administrativa como prioridade

Ao conceder entrevista coletiva na manhã de ontem, o novo prefeito se mostrou emocionado e alegou tristeza pela saída do titular. “Ele não queria sair, foi obrigado. Eu estava acompanhando o sofrimento dele e na última consulta com o cardiologista, o médico disse a ele: ‘você é prefeito né? O meu pai também era e morreu no mandato porque não cuidou da saúde’. Isso o abalou muito”, contou Wollinger.

Apesar de lamentar a renúncia de Castelo, o qual chamou de “pai” e “capitão” da equipe do governo, Ramon Wollinger afirmou que ser prefeito sempre foi um sonho. “Já assumi interinamente oito vezes a Prefeitura de Biguaçu, a primeira delas em 2010, mas hoje realizo um sonho ao assumir de forma definitiva”, confessou.

O novo prefeito assegurou que uma das prioridades do seu mandato é a inauguração do hospital municipal, anunciada para janeiro. Na obra, há um impasse entre os funcionários e a sociedade que administrará o hospital, referente aos salários. O prefeito alegou que o tema está sendo discutido e que a administração vai rever o valor ofertado. “É uma obra muito importante para o município, além de ser o grande sonho do prefeito Castelo. O governo do Estado se mostrou solícito e vamos inaugurar em breve”, assegurou. “Temos recursos para muitas obras, agora é só saber tocar”, acrescentou.

Reforma administrativa

Entre as primeiras ações anunciadas pelo novo prefeito está a reforma administrativa. O agora prefeito Ramon Wollinger assegurou troca de cargos e nova composição em todos os escalões a partir de janeiro. “Não vou adiantar nomes porque não conversei com o colegiado, mas será uma reforma sadia que dará uma nova cara ao governo, já que preciso mostrar o meu trabalho”, afirmou.

O prefeito sinalizou a intenção de rever os espaços dos partidos no governo e assegurou que o objetivo é administrativo e não político. “Não é uma caça as bruxas, é uma mudança sadia”. Porém, antes da reforma, o prefeito tem dois incômodos para resolver. O primeiro é evitar a paralisação dos servidores públicos e o segundo acalmar os ânimos na Câmara de Vereadores.

Sobre o primeiro impasse, Wollinger assegurou ter conversado com o sindicato dos servidores e solicitado prazo até a próxima semana para responder às propostas reivindicadas.  Já em relação à Câmara de Vereadores, o problema é maior. Questionado se prevê embates com o Legislativo, já que o prefeito Castelo Deschamps alegou que a derrota na eleição da nova Mesa Diretora foi o estopim para a sua saída, Wollinger não descartou. “Vou reunir os 15 vereadores e conversar para não haver rusgas, nem mágoas. Esse assunto precisa ser esgotado até para viabilizarmos a reforma. A única coisa que não vou fazer é acordo e conversas isoladas”, assegurou.

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