Serpa está mais firme do que nunca

Secretário nega a saída do governo, tem o respaldo de Raimundo Colombo e recebe o apoio até de peemedebistas, que o consideram "coerente e leal" no que é acertado sobre cargos

O secretário Nelson Serpa negou a saída da Casa Civil, última especulação que ronda o Centro Administrativo. Serpa é um dos mais próximos assessores de Colombo e ambos estão em viagem particular aos Estados Unidos, depois de cumprirem agenda oficial em Pittsburgh (Pensilvânia), onde foram visitar a American Bridge para buscar o apoio técnico para a reforma da Ponte Hercílio Luz, construída pela empresa norte-americana.
Colombo também se posicionou sobre o boato, que qualificou de “sem cabimento”. Serpa está na mira de gente do PMDB e do seu partido, o PSD, em função da distribuição de cargos comissionados no governo.
O secretário justifica que, com o corte de 500 postos comissionados, proposto pelo governador antes mesmo de formalizada a reforma administrativa, a extinção de 36 diretorias gerais nas secretarias regionais – pastas que serão transformadas em agências de desenvolvimento -, e o critério técnico para a ocupação de cargos são os fatores que diminuíram bastante a disponibilidade de espaços. Há outro detalhe: muitos indicados pelos aliados permaneceram em posições estratégicas de um governo que é de continuidade, embora o PSDB e o PSB tenham perdido suas funções.
Serpa acrescenta que não renegou o compromisso assumido com o governador. Talvez, o maior deles, o de prosseguir na administração estadual. O secretário da Casa Civil é cobrado por uma função de abrigar os aliados, um jogo que é normalmente complicado, fere vaidades. E do qual Serpa não é protagonista, apenas um executor.

Sintonia
Quem se manifestou em defesa de Nelson Serpa foi o peemedebista Ari Vequi, secretário adjunto da Casa Civil.
Para Vequi, que compõe o grupo composto por Serpa e que tem ainda o ex-deputado Antônio Ceron (PSD), o deputado Valdir Cobaclhini (PMDB) e, às vezes por Gelson Merisio (PSD) e por Luciano Veloso Lima (diretora administrativo financeira da Casa Civil), trabalha em perfeita harmonia. “Já divergimos, mas o que foi acordado pelo grupo é cumprido integralmente pelo Serpa, que nunca nos faltou e tem uma condução mais coerente possível”, salienta Vequi.

É mais em cima
No exercício da Casa Civil, Ari Vequi lembra que, na montagem das regionais e nos cargos de diretoria, os debates se estendem.
E faz questão de dizer que o caso pontual da Secretaria Regional da Grande Florianópolis é um assunto que cabe ao governador Raimundo Colombo e ao vice-governador Eduardo Pinho Moreira, e não ao grupo de montagem dos cargos.
 
“Isso não tem fundamento e procedência alguma.”
Nelson Serpa, secretário da Casa Civil, ao negar a especulação de que sairia da administração de Raimundo Colombo (PSD).

Para lembrar
Há algo muito mais forte do que “ciúmes de homem” no momento pelo qual passa a administração de Raimundo Colombo e atingiu o secretário Nelson Serpa.
É o pensar em voz alta de quem reclama por cargos.

JEFERSON BALDO/SECOM/ND

Dário Berger cumprimenta Eduardo Pinho Moreira, momento descontraído no camarote do governo do Estado

CAMAROTE DO PMDB
O encontro entusiasmado entre o governador em exercício Eduardo Pinho Moreira e o senador Dário Berger dá uma ideia de como o PMDB tomou conta do camarote do governo do Estado, na Passarela Nego Quirido, em Florianópolis. Sabe-se que a relação entre os dois é de altos e baixos, principalmente quando o assunto é a candidatura ao governo do Estado em 2018. Ao centro o deputado Luiz Cardoso, o Vampiro, e no cantinho direito da foto, o sempre presente deputado Moacir Sopelsa, secretário da Ahgricultura e da Pesca.

São muitos
No alvo de críticas de nomeações na Assembleia, sobrou para Fernando Grubba, filho do secretário de Segurança Pública Cesar Grubba.
Seria, no entanto, injusto por somente Fernando na lista, pois se for considerado o grau de parentesco em nomeações nos três poderes, seriam necessárias duas páginas de coluna para começar a citar alguns.

Horripilante
De tantas piadas já feitas sobre a dupla de parlamentares, a mais recente transformou o corredor onde, coincidentemente, estão os gabinetes de Luiz Fernando Cardoso, o Vampiro, e Carlos Fernando Agustini, o Coruja, ambos do PMDB, em ambiente “Transilvânia”.
Os mais bajuladores dizem que a única luz, que salva o local, no térreo da Assembleia, é o gabinete de Gelson Merisio (PSD), ao final do corredor. Não dá.

* Que folga que nada: prefeito de Blumenau Napoleão Bernardes (PSDB) visita obras em plena terça-feira gorda, o ponto facultativo com mais cara de feriado que há no calendário de eventos no Brasil.
* Se o ano começa depois do Carnaval, a expectativa na Assembleia, com todas as comissões, devidamente instaladas, é sobre a tramitação de projetos e a reforma administrativa.
* Corrente de cobranças por cargos no governo do Estado, limitada hoje a alguns postos nas regionais e nas empresas públicas, esbarra em uma decisão do governo que tem critério técnico: quem não for competente ou não trabalha, está fora. Daí a gritaria.

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