Três caminhos para o PP

A opção por estar com Raimundo Colombo persiste, mas o segundo maior partido do Estado está, cada vez mais, em posição privilegiada para compor com outras siglas

A espera pela pré-convenção do PMDB é uma realidade dentro do PP catarinense. Presidente em exercício da sigla, o deputado federal João Pizzolatti admite que o caminho a ser seguido pelos históricos adversários no mínimo, a favor da continuidade da aliança com o governador Raimundo Colombo ou com a candidatura própria, terão repercussão entre os pepistas.

Pizzolatti afirma: “O PMDB define a regra do jogo em 2014”. Parece o óbvio, mas está muito além disso. O certame tem três variáveis para o PP. Segue com Colombo e participa da chapa majoritária com a candidatura ao Senado de Joares Ponticelli; amplia as tratativas com os tucanos, de Aécio Neves, já oficializada em outros 17 estados, com perspectivas de abrigar inclusive a ex-prefeita Angela Amin e o deputado federal Esperidião Amin teriam a preferência; ou embarca em uma composição com o PT, algo que depende também das costuras nacionais.

Na quarta-feira à noite, em Criciúma, o prefeito pepista Márcio Búrigo foi anfitrião de mais um revelador encontro onde estavam Colombo, o vice Eduardo Pinho Moreira, presidente estadual do PMDB e que tem base eleitoral na cidade, Ponticelli, o ex-prefeito peemedebista Paulo Meller (diretor do Deinfra) e o ex-vereador e ex-secretário regional Luiz Fernando Cardoso, o Vampiro (PMDB). A relação é boa, mas é proibido se tocar em coligação com o PP antes da pré-convenção do dia 26, nada mais do que a oferta de uma suplência na chapa a senador é admitda, algo que até o senador Luiz Henrique assina embaixo.

Esperidião Amin, voz distoante de Pizzolatti e Ponticelli, e que já sugeriu uma definição prévia antes dos peemedebistas se acertarem aguarda por manifestações da direção do seu partido. Equanto isso, líderes do PSD usam a relação e um acordo pré-amarrado com os pepistas em torno de Colombo como elemento de pressão aos aliados do PMDB. Jogo perigoso, mas que tem efeito.

“Ainda temos tempo para tratar deste assunto.”

Esperidião Amin, deputado federal (PP), sobre as alianças para outubro.

Na espera

O deputado estadual Valdir Cobalchini confirma que será candidato a deputado federal pelo PMDB.

Mas não descartem a possibilidade de Cobalchini virar postulante ao Senado, caso prevaleça a tese de não ter acerto com o PP, de Ponticelli.

ALESSANDRO BONASSOLI/DIVULGAÇÃO/ND

SORRISOS ELEITORAIS

Oficialmente, a alegre conversa entre o deputado João Pizzolatti (à direita) e o senador Paulo Bauer, realizada na liderança do PP na Câmara, foi para definir uma ação conjunta junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para garantir um acesso melhor dos moradores de Porto Belo, que trabalham em empresas na entrada do município, à BR-101. Frente a frente estavam o presidente do PP e do PSDB, por isso os sorrisos não deixam a menor dúvida que o assunto eleições entrou na pauta.

Corta cabeças

O PDT catarinense expulsou o vice-prefeito de Joinville sob o pretexto de infidelidade partidária e abriu o caminho para Rodrigo Coelho filiar-se ao PSB, embora existam outras siglas interessadas.

Virou regra no partido de Manoel Dias, apesar da decisão ter sido tomada pelo diretório municipal. Antes, os brizolistas expulsaram o deputado Sargento Amauri Soares, que filiou-se ao PSOL.

DIVULGAÇÃO/ND

DÍVIDA ÀS CLARAS

Os deputados José Milton Scheffer (PP) e Darci de Matos, líder do PSD, serviram com mediadores entre os dirigentes das associações e federações que reúnem os 182 hospitais filantrópicos do Estado e o presidente da Celesc Cleverson Siewert. Em pauta a dívida das instituições, responsáveis por 77% dos atendimentos pelo SUS no Estado, com a estatal. Ficou acertado que, nos próximos dias, uma comissão composta por técnicos da Celesc e das associações e federação levantará o montante da dívida e definirá a melhor maneira de renegociar o pagamento dos valores.   

Epílogo

Não imaginem de maneira diferente.

Os maiores interessados em uma solução para o retorno ou não de Romildo Titon à presidência da Assembleia são os deputados do PMDB, que já contabilizam a contaminação do caso rumoroso nas bases.

* Pela segunda vez, o vereador Jerônimo Alves (PRB) assume a presidência da Câmara de Florianópolis interinamente.

* O presidente Cesar Faria (PSD) se licenciou para conhecer a estrutura e fazer visitas institucionais por 12 dias a outras câmaras Estado afora.

* Virou motivo de opiniões adversas no PMDB a eterna mudança de discurso do deputado federal Celso Maldaner, que, ora defende a candidatura própria, ora se aproxima de Raimundo Colombo, e, na maioria das vezes, coloca o próprio nome de candidato à reeleição à opção de vice na chapa com o PSD.

*Presidente em exercício da Assembleia, Joares Ponticelli (PP) retornou da viagem oficial à Argentina com agenda cheia e disposto a retomar seu projeto político.

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