Paulo Alceu

Análises qualificadas e comentários assertivos acerca dos assuntos mais relevantes para os catarinenses.


Vem mais corte no governo

Nesta quinta-feira, governador Colombo reúne-se o dia todo com os titulares das secretarias, autarquias e empresas estatais

Transparência a caminho

Aprovado no dia 18 de novembro do ano passado começa a valer a partir do dia 16 de maio o projeto de lei de acesso à informação pública. O que significa isso? Todo e qualquer cidadão terá direito de acesso à informação de todos os organismos governamentais e jurídicos. Qual a importância disso? Fortalece os instrumentos de controle da gestão pública e, principalmente, aumenta a participação cidadã. Funciona não só pelas redes sociais, mas também com a construção de ouvidorias e serviços de informação ao cidadão. Um avanço, sem dúvida. Mas o desafio continua sendo a implementação da lei. Será que no mês que vem, dia 16, todos os organismos públicos estarão aptos a fornecer todo o tipo de informação quando acessados? É esperar para constatar. Como disse o ministro-chefe da Controladoria-geral da União, Jorge Hage, “vencer a cultura do sigilo, de forma silenciosa e invisível, ainda é um grande obstáculo para a abertura dos governos.” Essa lei já existe em 90 países, hoje com administrações públicas mais transparentes e eficazes, além de cidadãos conscientes de seus direitos e responsabilidades coletivas. Como já expressei, um avanço sem dúvida. Mas o ceticismo, tratando-se de Brasil, não pode ser desconsiderado, mas não custa acreditar.

Luiz Mendes/Arte ND

Apertar os cintos

Na primeira vez o governador Raimundo Colombo anunciou ao colegiado que a ordem era economizar recursos. E para que os objetivos fossem alcançados determinou alguns cortes. Teve gente que entortou o nariz. Vai entortar mais ainda. Amanhã, Colombo reúne-se o dia todo com os titulares das secretarias, autarquias e empresas estatais. Vai ser na Associação Catarinense de Medicina, em Florianópolis. Da manhã à noite. Vem mais corte por aí, por conta da perda de R$ 1 bilhão/ano da arrecadação devido à Resolução 72. Não seria uma ótima oportunidade para reduzir o tamanho da máquina? Até porque está sendo elaborado um plano de gestão, coordenado pelo chefe da Casa Civil, Derly Massaud, que poderia servir de apoio para essa operação de economia. Se a intenção é reduzir custos, cortar na própria carne faz parte e, certamente trará benefícios, além de eficiência. Mas pelo visto não está na pauta, até porque antes do evento, denominado, Encontro Interno de Gestão Pública, o governador dará posse a 11 secretários regionais. Estão assumindo no lugar dos que deixaram o cargo para disputar as eleições. De repente serão 12, caso se defina o nome do representante de Ibirama.

Estranho 

 Ausência percebida. O evento, em Florianópolis, na terça-feira do PSD, que reuniu quase 500 pessoas, não teve a presença do secretario/deputado Paulo Bornhausen, uma das lideranças do partido na região. Evitando insinuações a assessoria comunicou que ele estava em Itajaí participando de uma promoção do Sebrae.

Em festa

“Estou descentralizando por toda a Santa Catarina”, brincou o secretário/deputado, João Rodrigues, ontem antes de participar do almoço da bancada do PSD com o presidente da Assembleia, Gelson Merísio. Ou seja, está estadualizando o nome visando voos mais altos em 2014.Trabalha para participar da chapa majoritária.

Tuitando

@ O PSD conta hoje com 191 pré-candidatos a prefeito. No evento em Florianópolis participaram 98 revelando que a sigla vem se superando e ocupando um importante espaço. Mesmo porque não pode perder essa grande oportunidade, pois é governo.

@ Otimista. Pelo menos foi o que deu para perceber numa rápida conversa com o pré-candidato do PMDB, Udo Dehler, que esteve acompanhando um grupo de joinvillenses em apoio aos bombeiros voluntários. “Estamos indo bem…”, frisou.

@ Nesta quarta-feira acontece em todo o país o Dia Nacional de Lutas, onde os servidores públicos federais fazem panfletagem em defesa de um serviço de qualidade á população, desde escolas, hospitais, universidades…e a valorização dos trabalhadores.

@ A comitiva catarinense em reunião com diretores da ANTT em Brasília foi informada que as obras de anel viário da Grande Florianópolis estarão concluídas em 2015 e que o cronograma estará disponibilizado em 15 dias.

@ A mobilização de Joinville em defesa dos bombeiros voluntários merece elogios. Prefeito, vereadores, empresários, representantes de entidades desembarcaram na Assembleia para defender um patrimônio da cidade que tem mais de 100 anos de serviços prestados. O projeto será votado em maio.

Abuso sexual

Os dados apresentados na reportagem do repórter Iuri Grecki ,no RIC Notícias, ontem à noite, são no mínimo preocupantes e repugnantes. Nos últimos cinco anos o número de casos de abuso sexual infantil notificados no Hospital Joana de Gusmão, em Florianópolis, pulou de oito para 79 por ano. Isso os que são notificados, pois impera o silêncio. Para se ter uma ideia, o abuso sexual vem da antiguidade. O imperador romano Tibério, por exemplo, levava crianças para a Ilha de Capri onde realizava suas fantasias sexuais. Absurdo. Mas apesar de serem perpetrados desde a antiguidade os estudos mais profundos desse assunto começaram há 50 anos. Chegamos atrasados e continuamos atrasados num combate mais efetivo. O grande problema é que o abuso sexual continua cercado por uma barreira de silêncio, como já expressei. Outro dado assustador: na África, além do abuso tem o ingrediente da AIDS. Há uma cultura por lá de que sexo com crianças evita-se o contágio do HIV. Loucura. Criança abusada sexualmente carregará por toda a sua vida um trauma que exigirá acompanhamento para que não se agrave. O estrago é enorme, com repercussões duradouras na saúde mental. O que se observa que ainda estamos engatinhando na forma mais adequada e eficiente para proteger esses menores de ataques descabidos e desumanos.

Por um fio

Não vai ser nenhuma surpresa se de repente em Lages a bomba estourar atingindo os pré-candidatos a prefeitura: Elizeu Mattos, do PMDB, e Antonio Ceron, do PSD. Ambos governistas. Um foi líder do governo e o outro secretário de Estado. Mas nas coxilhas serranas são adversários e já começaram a as alfinetadas em cerimônias oficiais. Cada um querendo ocupar mais espaço do que ou outro nos palanques. No último deles, durante o Mercoleite, o secretário adjunto da Agricultura em discurso não mediu esforços para elogiar Ceron, que também respondeu pela pasta. Além dos elogios não mencionou a presença do deputado Elizeu Mattos, que quando pegou o microfone não se fez de rogado alfinetando o adjunto. A tendência é pegar fogo lá na frente.

E a Vida Segue
Será que de repente a loteria no Estado, desejo da Codesc, será ativada em nome da perda do R$ 1 bilhão por conta da unificação do ICMS?