Especialistas dão dicas para quem quer comprar carro seminovo

O mercado de seminovos e usados no Brasil é muito grande. Somente no primeiro semestre de 2019, foram vendidos mais de 10 milhões de veículos nessas condições, segundo dados oficiais da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

Em Santa Catarina, especialmente na região metropolitana de Florianópolis, há um grande mercado de carros usados e seminovos. Apesar das boas práticas das concessionárias locais, o consumidor deve sempre ter atenção antes de fechar negócio. Pelo menos é o que garante o grupo de especialistas da NoxCar.

A concessionária, que é uma das maiores da região, afirma que o consumidor precisa de alguns cuidados simples para garantir que fará um bom negócio.

“Basta tomar algumas precauções para ter certeza que está negociando com uma empresa idônea, a fim de garantir sua segurança e satisfação no negócio”, afirma o especialista da concessionária.

Mas que cuidados são esses? Antes de tudo, quem pretende comprar carros seminovos em São José, Florianópolis, Palhoça e região precisa começar entendendo uma diferença sensível de nomenclatura.

“Apesar de muita gente usar como sinônimos, há uma diferença entre carros usados e seminovos”, diz o especialista da NoxCar. “Os carros usados já tiveram mais de um dono, têm mais de 3 anos de fabricação, já rodaram mais de 60 mil quilômetros e podem apresentar um desgaste maior. O que não significa que estejam em más condições, só foram mais usados”, revela.

Já os carros seminovos são mais recentes, com menos de 3 anos de fabricação e tendo rodado menos de 20 mil quilômetros por ano, ou seja: um veículo com 2 anos pode ter até 40 mil quilômetros marcados no odômetro para ser considerado um seminovo.

“É importante saber a diferença de classificação para entender alguns detalhes nos estoques de carros nas concessionárias. Por exemplo, os carros usados rodaram mais, mas são mais baratos também. Os seminovos estão, via de regra, muito bem conservados, mas apresentam um preço um pouco maior do que os usados. É importante balancear as expectativas”, esclarece o especialista.

Além da diferença entre carros seminovos ou usados, é muito importante que o interessado em comprar um veículo que já teve um dono, garanta que toda a documentação do automóvel esteja em ordem.

“Comprar carros de particulares oferece um risco muito específico. Às vezes o cidadão está com algum problema judicial e tem o automóvel penhorado em uma dívida. Nessa situação, a venda não pode ocorrer. Caso ocorra, a Justiça pode anular a venda e, quem comprou, fica com uma grande dor de cabeça para resolver a situação e recuperar o dinheiro”, explica o especialista da NoxCar.

Por isso, é essencial tomar alguns cuidados para garantir que o carro dos sonhos não tenha nenhum problema jurídico ou IPVA em atraso. Segundo o especialista, tem uma maneira fácil de resolver o problema: como um selo de procedência.

“O selo de procedência é um comprovante dado para todo carro aprovado em uma Vistoria Cautelar. Trata-se de um processo extenuante, que verifica se o automóvel tem danos estruturais, se foi sinistrado, se não foi a um recall, se teve a quilometragem adulterada ou se está com a documentação em ordem”, conta o especialista.

Qualquer pessoa pode contratar uma empresa terceirizada para fazer a Vistoria Cautelar em um veículo, no entanto a maioria dos vendedores particulares não fazem isso.

“Muitas concessionárias também não fazem essa vistoria, mas o correto é que seja feita. Assim, tanto o consumidor quanto a loja trabalham com mais segurança e transparência, garantindo que o carro não tenha nenhum problema escondido”, diz o especialista.

O selo de procedência já garante que determinado veículo nunca sofreu um sinistro, ou seja, algum tipo de acidente que tenha ativado a cobertura de um seguro de automóveis. No entanto, caso não haja o comprovante, é importante que o comprador verifique se o carro já foi sinistrado.

Dessa forma, ele pode evitar a compra de um veículo que passou por alguma batida ou enchente, podendo ter danos estruturais profundos. Isso acontece porque muitos veículos que passaram por sinistros são superficialmente consertados e recolocados no mercado, o que pode oferecer um grande risco.

“Existem alguns truques para saber se um carro foi sinistrado ou não. O primeiro deles é checar o vidro da janela. Se não tiver uma marcação com o número de chassi do veículo, é sinal que o vidro foi trocado. Não comprova, mas é um bom indício de sinistro. Ondulações na lataria e articulações que não se encaixam perfeitamente também são boas indicações de batidas”, revela o especialista da NoxCar. “No caso de enchentes, é bom conferir a lataria perto da roda tanto por dentro como por fora do carro, além de verificar a região onde o estepe fica armazenado. É comum juntar água ali e enferrujar. Se houver ferrugem, é sinal que o automóvel passou por uma enchente”, acrescenta.

Além de todos esses cuidados, quem quiser comprar carro usado ou seminovo com tranquilidade deverá adotar uma última ação antes de fechar o negócio: checar o histórico de reclamações da concessionária escolhida.

“É uma boa ideia dar uma olhada no que as pessoas têm falado no Google ou Facebook e verificar se há uma maioria de avaliações positivas. Nesse caso, é sinal de que aquela concessionária foi capaz de satisfazer aqueles clientes, o que indica que ela está apta a resolver o problema de mais pessoas que estejam interessadas também”, conclui o especialista da NoxCar.

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