Martinelli e Riachuelo se destacam na 2ª etapa do Campeonato Catarinense de Remo

Provas foram disputadas na manhã deste domingo, na Baía Sul de Florianópolis, e a competição está na metade, com todas as cinco categorias em aberto

Centenas de pessoas prestigiaram a 2ª etapa do Campeonato Catarinense de Remo 2022, na manhã deste domingo (22). O narrador das provas, Antônio Farias Filho, disse que foi uma das melhores regatas da década.

Prova dos recrutas da marinha era de exibição, mas foi marcada pela competitividade – Foto: Leo Munhoz/NDProva dos recrutas da marinha era de exibição, mas foi marcada pela competitividade – Foto: Leo Munhoz/ND

Na água, mais uma centena de remadores dos quatro clubes que disputam o estadual e 26 alunos da EAMSC (Escola de Aprendizes-Marinheiros de Santa Catarina).

À beira-mar, na Baía Sul de Florianópolis, torcendo e vibrando, as famílias, figuras ilustres da cidade, remadores da velha-guarda e até o prefeito, Topázio Neto.

Os jovens marinheiros fizeram uma prova de exibição, competindo entre si, e abrilhantaram a regata, batizada de Regata do Bicentenário da Independência.

Remadoras do Riachuelo – Foto: Leo Munhoz/NDRemadoras do Riachuelo – Foto: Leo Munhoz/ND

A banda do grupamento de fuzileiros navais da Marinha veio de Rio Grande (RS) e foi mais uma atrativo. O sol, o mar calmo e a falta de vento, permitindo que os atletas mostrassem o seu melhor, tornaram a regata ainda mais agradável.

André Dutra, presidente da Feresc (Federação de Remo do Estado de Santa Catarina) destacou a presença do público. “Fazia tempo que não víamos tantas famílias”.

Muitas provas tiveram raia cheia na 2ª etapa do campeonato catarinense de remo 2022- Foto: Leo Munhoz/NDMuitas provas tiveram raia cheia na 2ª etapa do campeonato catarinense de remo 2022- Foto: Leo Munhoz/ND

Sobre o Estadual, Dutra disse que Martinelli e Riachuelo, de Florianópolis, foram os clubes que dominaram as provas, mas que foi uma regata com bastante disputa até o final.

O Martinelli venceu seis provas, o Riachuelo, quatro. O América, de Blumenau, venceu uma prova e o outro clube da Capital, o Aldo Luz, não venceu prova neste 2ª etapa.

Nas próximas etapas, conforme Dutra, é normal que os clubes se concentrem em determinadas categorias. A 3ª etapa, em agosto, será de novo na Capital e a etapa de outubro, em Blumenau, fecha o campeonato, revelando os campeões nas cinco categorias: júnior, sênior, master, escola de remo e para-remo.

O Catarinense de Remo 2022, competição que tem o apoio do Grupo ND, está em aberto e tende a um desfecho emocionante. As etapas de Florianópolis ocorrem em raias de 1400 metros. A raia de Blumenau tem 500 metros, fazendo provas mais acirradas serem decididas na última remada.

O Capitão de Mar e Guerra Caio Vinícius Cesar Feitosa é Capitão dos Portos de Santa Catarina – Foto: Leo Munhoz/NDO Capitão de Mar e Guerra Caio Vinícius Cesar Feitosa é Capitão dos Portos de Santa Catarina – Foto: Leo Munhoz/ND

Em todas as etapas, a Marinha do Brasil cuida da segurança dos remadores. O capitão dos portos de Santa Catarina, Caio Vinicius Cesar Feitosa, enfatizou a comemoração dos 200 anos da Independência e que a Marinha e o Ministério da Defesa estão promovendo diversos eventos para marcar a data.

Sobre a participação dos alunos da EAMSC, ele destacou que é um resgate da modalidade. Os marinheiros competem num barco chamado escalé, maior e mais largo. “A partir de agora, com a federação de remo, vamos integrar essa modalidade. Para nós, é motivo de orgulho mostrar a vibração dos nossos alunos”, registrou o capitão.

De olho em Paris 2024

A 2ª etapa do Estadual teve a primeira prova na categoria para-remo. Um dos atletas que foi para água, Leandro Sagaz, 36 anos, do Aldo Luz, está há um ano e meio em atividade e já faturou seis medalhas. Empolgado com os resultados e grato ao técnico Guilherme Soares e ao suporte do clube, ele mira as olimpíadas de Paris em 2024.

Sagaz quer representar o Brasil nos jogos de Paris em 2024 – Foto: Leo Munhoz/NDSagaz quer representar o Brasil nos jogos de Paris em 2024 – Foto: Leo Munhoz/ND

“Fui convocado pela confederação brasileira de remo a participar de um camping de treinamento. Daqui dois meses, começam as seletivas nacionais para o mundial e, ano que vem, começa a busca pela classificação do barco para Paris”.

Para chegar lá, Sagaz precisa estar à frente de Michel Peçanha, do Flamengo (RJ), atual titular do double PR-2, barco de formação mista e que tem Josiane Lima como outra titular atualmente.

Sagaz acaba de ser campeão brasileiro no single skiff, em São Paulo. Do pódio no brasileiro, foi para a Itália participar da regata internacional de Gavirati. “Conseguimos duas medalhas de prata. Foi a minha primeira viagem internacional. O remo está mudando completamente a minha vida”, declarou.

Doação de equipamentos e melhoria do acesso

O manezinho Paulo Bastos Abraham, 74 anos, o “Boca”, do bloco Berbigão do Boca, se disse nostálgico por voltar a prestigiar uma competição de remo.

“Eu vinha com o meu pai há cerca de 50 anos e, desde então, não vim mais”. Boca estava esperando a chegada da mulher e da neta, de 11 anos, que ele quer inscrever no remo, enquanto torcia pelo Aldo Luz.

“Boca” estava entre o público que acompanhou a regata – Foto: Leo Munhoz/ND“Boca” estava entre o público que acompanhou a regata – Foto: Leo Munhoz/ND

Satisfeito com a organização do evento, elogiou a federação e fez algumas sugestões, entre elas, a melhoria do acesso ao Parque Náutico Walter Lange.

Também nessa perspectiva, o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, apresentou as soluções em vista para melhorar o acesso aos clubes de remo da Capital.

Em aproximadamente 90 dias, a intenção da prefeitura é colocar faixas de segurança na avenida Beira-mar com botoeira e tempo curto de travessia, mas fazendo os carros pararem e viabilizando a passagem de pedestres. Essa medida antecipa a obra da passarela, que está em fase de projeto.

Durante o evento, a prefeitura entregou três simuladores de remo, um para cada clube da Capital. “A prefeitura sempre foi parceira e cada vez mais reconhece no remo um esporte que, além de saudável, projeta a cidade para o Brasil inteiro. Para reforçar esse apoio, estamos doando esses equipamentos de treinamento para os atletas do para-remo”, declarou o prefeito.

O barco oito com Master do Martinelli, com a timoneira Maria Clara Argolo Sampaio, nascida em 2007 – Foto: Nícolas Horácio/NDO barco oito com Master do Martinelli, com a timoneira Maria Clara Argolo Sampaio, nascida em 2007 – Foto: Nícolas Horácio/ND

A doação foi viabilizada com recursos da Secretaria de Esporte, Cultura e Lazer, que através de convênio com os clubes, está repassando os equipamentos.

Eles chegam em boa hora, pois além do remo convencional, a federação quer fortalecer o para-remo. “Santa Catarina é um celeiro de remadores. Não só do remo olímpico, como também do paralímpico”, enfatizou o presidente da Feresc.

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