Dossiê ND: Grupo RIC apresenta temas graves que Florianópolis precisa tratar

Em formato revistado, temas que são pautas recorrentes do dia a dia da cidade com o posicionamento editorial do grupo

O 23 de março sempre marca um dia especial para quem mora ou está de passagem por Florianópolis. É dia de lembrar tradições, quando normalmente o espírito manezinho, até dos que não são daqui, se revela ainda mais aflorado. É dia de inaugurar obras públicas, de homenagens.

Mas ao completar 346 anos de fundação, Florianópolis ainda tem muitos desafios a enfrentar. E é pensando nos anos que virão que o Grupo RIC reafirma seu compromisso em manter em pauta as principais questões da cidade e apresenta aos seus leitores o Dossiê ND, onde reúne os principais assuntos em debate na cidade nos últimos anos.

Em 20 páginas, o material discute desde a mobilidade urbana, a questão das moradias irregulares que viraram praticamente bairros, sem, é claro, esquecer de tantos outros temas graves como a novela do Presídio da Agronômica, Comcap e marina da Beira-Mar.

O material traz em formato revistado temas que são pautas recorrentes do dia a dia da cidade com o posicionamento editorial do grupo sobre cada uma das questões colocadas ali. Há 30 anos trabalhando por Santa Catarina, o Grupo RIC acredita que é seu papel, como veículo de comunicação, alertar sobre os dilemas que podem inviabilizar Florianópolis.

Um dos assuntos centrais é o mapa das invasões na cidade, que com a favelização e a precarização de serviços públicos cria praticamente uma casta de pessoas invisíveis às políticas públicas. O posicionamento do Grupo, diante deste tema, se une a outras vozes que alertam para os riscos de Florianópolis se tornar um novo Rio de Janeiro do Sul do país.

Esse assunto também revela o tamanho do desafio que as administrações, tanto a atual como as que virão, terão que tratar o tema da ocupação do solo na cidade e de como os setores de fiscalização precisam se modernizar para evitar que barracos sejam erguidos na calada da noite sem nenhuma atenção do poder público.

É preciso preservar nosso maravilhoso ecossistema natural, mas de forma racional e coerente com nossa vocação. Florianópolis não pode continuar sendo a cidade do nada pode. Dentro desta visão futurista, Florianópolis precisa ser uma cidade moderna, convidativa para o visitante, agradável para quem vive aqui.

A pior mobilidade do Brasil

Uma pesquisa recente realizada pelo aplicativo de navegação em mapas Waze e que analisou a experiência de 90 milhões de motoristas em 185 países em 2017, revelou que Florianópolis é a pior cidade do Brasil para dirigir.

A capital catarinense recebeu 3,98 como nota dos usuários – desempenho menor do que Manaus (4,21), João Pessoa (4,58), Belém (4,66) e Vitória (4,75). Em 2015, pesquisa realizada pela UNB (Universidade de Brasília) já tinha apontado a mesma conclusão ao analisar deslocamentos de 21 capitais.

Enquanto os anos passam e a reforma da Hercílio Luz se torna cada vez menos útil para representar qualquer esperança de melhoria na Capital, a frota de carros só aumenta.

Uma cidade cortada por rodovias, projetadas em tempos em que as regiões ficavam umas afastadas das outras e que hoje têm seu uso completamente deturpado.

Esse tipo de estrada que normalmente é criada para conectar municípios, tem como prioridade o fluxo rápido de veículos, mas nem isso é viável, principalmente em horários de pico e em dias de altos índices de chuva, pois os alagamentos bloqueiam o trânsito em vários pontos

Marina e Ponta do Coral

Por fim, o dossiê também lembra que há projetos polêmicos e que representam expectativas em determinados segmentos. Dois desses exemplos estão localizados justamente na Beira-Mar Norte: marina e hotel Ponta do Coral.

Os dois projetos, agora, dependem apenas de celeridade no processo, apesar de idas e vindas e de reivindicações nem sempre calcadas em fundamentos sólidos.

É preciso elevar o debate sobre os novos equipamentos turísticos, já que o setor representa a verdadeira indústria de Florianópolis. Assim como também a implantação da taxa ambiental ao turismo.