A importância e os desafios da gestão em saúde em tempos de pandemia

Atenção se tornou mais específica, focando ainda mais na garantia do atendimento de qualidade, melhores práticas assistenciais, utilização de protocolos adequados e diminuição de custos assistenciais

Gestão em saúde em tempos de pandemia – Foto: Divulgação

Quando falamos sobre saúde, dificilmente pensamos sobre todas as decisões que estão por trás do bom funcionamento de entidades.  O papel da gestão em saúde serve para pensar em soluções inovadoras que busquem otimizar processos, diminuir custos e aumentar a eficácia dos serviços.

Em meio à pandemia, o trabalho de avaliar as necessidades da instituição, gerenciar processos, garantir o conforto e a segurança dos pacientes e gerenciar equipes foram preocupações intensificadas pela Qualirede.

A Gerente de Operações em Saúde da Qualirede, Tanise Bonilla Souza, explica que a gestão em saúde já é um assunto que exige muita atenção e expertise, pois envolve o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas.

“Em tempos de pandemia, fazer gestão em saúde inclui pontos de atenção mais específicos, pois engloba a garantia do atendimento, melhores práticas assistenciais e de cuidado, utilização de protocolos adequados para o tratamento, e ainda, consequentemente, a possível redução dos custos assistenciais”, afirma.

Reinvenção e resultados alcançados

Neste período, o maior resultado alcançado pela Qualirede, reconhecida pela qualidade de gestão em saúde para entidades públicas, foi a descoberta de como se reinventar no processo.

A Gerente de Regulação em Saúde da Qualirede, Tamires Macedo Oliveira, conta que para manter a qualidade do serviço prestado, foi reavaliada toda a operação dos serviços e realizada a implementação de outros.

“Nesse período, implementamos a teleorientação, para acolhimento, dúvidas e orientações sobre a COVID-19 aos beneficiários dos nossos clientes”, relata Tamires.

Com a suspensão das visitas à beira do leito, também houve a implementação do acolhimento aos pacientes e familiares internados nas instituições hospitalares por meio de ligações telefônicas.

Além disso, a Qualirede atuou ativamente na busca por manter o equilíbrio psicológico dos colaboradores.

“Realizamos acompanhamento com a equipe da psicologia, e foi criado plano de contingência para avaliar os casos dos colaboradores que apresentassem sinais e sintomas, dando total apoio e continuidade aos cuidados”, afirma a Gerente de Regulação em Saúde.

Desafio da gestão em saúde na pandemia

A pandemia causada pelo novo coronavírus pegou todos de surpresa, tanto profissionais da saúde, como os gestores. Sendo um vírus novo, para o qual não existe medicamento específico, vacina e nem estudo randomizado, surgem pontos desafiadores na área da gestão.

Por exemplo, diante de todas essas questões, como escolher o melhor protocolo assistencial? Não existe cobertura dos planos de saúde ou diretriz de utilização para muitos deles.

De acordo com Tanise Bonilla, por se tratar de uma doença ainda muito desconhecida, nem sempre o protocolo assistencial utilizado é o que possui melhor resultado.

“A partir do aumento do número de casos e de óbitos, surge a necessidade da interlocução técnica entre as operadoras e os prestadores de serviços para a definição da melhor conduta”, afirma Tanise.

Garantia de atendimento

Outro grande desafio foi a garantia de atendimento aos pacientes, já que muitos serviços de saúde optaram por reduzir seus atendimentos em determinadas especialidades, para evitar a multiplicação do vírus, mas sem pensar que as demais doenças permaneceram existindo.

“Este foi um desafio para as operadoras e para a saúde pública, no que diz respeito ao remanejamento dos atendimentos dos pacientes para prestadores de serviços de excelência, os quais estavam com equipe reduzida, e muitas vezes, sem atendimento eletivo devido à pandemia”, relata Tanise.

Redução de custos assistenciais

Pensando nos custos assistenciais, e com a redução dos atendimentos eletivos, muitos prestadores de serviços optaram pelo atendimento dos casos de coronavírus para garantir a sua própria sobrevivência, como nova fonte de renda.

Por outro lado, explica Tanise Bonilla, estão os planos de saúde fazendo a gestão da cobertura de novos exames, novos medicamentos e protocolos, inclusive aumentando os custos assistenciais das internações e fazendo o planejamento do orçamento para a retomada da “normalidade”.

Os custos assistenciais reduziram significativamente, porque com a pandemia, também diminuiu a procura por atendimentos eletivos. Mas, de acordo com a Gerente de Operações em Saúde, um dia esse custo deverá retornar, e então a demanda reprimida desses atendimentos precisará de uma gestão bem estruturada, para que não ocorra um desequilíbrio financeiro das operadoras.

“Além disso, virão outros novos desafios na gestão dos custos assistenciais, como a possibilidade de cobertura das vacinas para Covid-19. Nós, da Qualirede, estamos preparados!”, afirma.

Descobrindo a gestão na modalidade home office

Outro desafio foi a maneira de fazer gestão, descobrindo e se adaptando à modalidade do home office. A Qualirede sempre teve foco na gestão do cuidado dos pacientes internados e ambulatoriais, e com a situação atual, foi preciso aprender novas formas de fazê-la.

“O home office trouxe um olhar diferente para o contexto. Aprendemos formas novas, oportunizando maior integração entre as áreas envolvidas nos processos e maior integralidade na gestão do cuidado”, relata Tanise.

Ao acompanhar os indicadores assistenciais e de qualidade com maior frequência, surgiu a oportunidade de uma gestão mais próxima, em que a redução dos custos assistenciais dos clientes e a redução da sinistralidade foram consequência de um trabalho realizado a muitas mãos.

“Nossa premissa sempre foi a garantia de atendimento e qualidade da assistência prestada aos usuários finais”, conclui a Gerente de Operações em Saúde.

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