Rodrigo Constantino

Ele se define como "um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda politicamente correta".


A pandemia potencializou, tirou do armário os tiranos enrustidos

Até quando vamos aceitar isso? A paciência está no limite...

Os isolacionistas radicais estão aprisionados em sua própria narrativa. Venderam-se como os ícones da ciência, como os únicos preocupados com a vida humana, e não conseguem mais abandonar esse discurso, independentemente dos fatos, da ciência.

Não há qualquer evidência robusta de que o lockdown salva vidas, mas esses isolacionistas preferem dobrar a aposta em vez de admitir suas incertezas e também hipocrisias.

O jovem vereador mineiro Nikolas Ferreira gravou um vídeo em que expõe essas hipocrisias. Em Belo Horizonte, afinal, temos como prefeito um dos mais radicais isolacionistas, um sujeito que alertou não mais precisar de votos após a reeleição, e que por isso mesmo pode sim fechar tudo e papo final.

Nikolas está dentro de um ônibus, com uma estudante que escolhe o transporte para poder estudar, já que as escolas estão fechadas, com um barbeiro que vai lá trabalhar, já que sua barbearia está fechada, e por aí vai.

Ônibus lotados, mas serviços e comércio fechados: qual a lógica? O que é essencial e quem decide? Isso não seria uma espécie de síndrome de Napoleão, de complexo de Deus? Com base em expectativas de que as restrições possam reduzir um pouco a taxa de hospitalização, essas autoridades condenam à miséria garçons, faxineiros e tantos outros trabalhadores? Pelo resultado incerto do lockdown, esses governos preferem destruir vidas com certeza?

Outro caso de destaque é o governador de São Paulo, apelidado de Tranca-Rua ou DitaDoria. Se São Paulo fosse um país, estaria com o resultado bem pior do que o Brasil em morte por milhão. Por que, então, Doria segue bancando o grande gestor da ciência que salvou milhares de vidas?

É análogo ao que se passa nos Estados Unidos: o governador democrata de Nova York é o queridinho da imprensa, enquanto o governador republicano da Flórida é odiado por não ser um isolacionista radical. Mas a Flórida tem resultados bem melhores. Não importa!

O mundo já vinha numa tendência preocupante, numa escalada de autoritarismo. Nossas liberdades vêm sendo suprimidas faz tempo, basta pensar em legislação contra armas, bebidas, cigarro, alimentação e até linguagem, vocabulário.

A pandemia potencializou isso, tirou do armário os tiranos enrustidos, que simpatizam com o regime chinês. Agora temos até crime de opinião, e não se pode nem defender o tratamento precoce que é “cancelado”.

Enquanto isso, isolacionistas fecham cidades e vão para Miami, ou usam sua influência para mandar todos ficarem em casa e se mandam com a família para o Caribe, para a praia ou para uma “pelada” com os amigos. E o garçom desempregado, desesperado. Mas é tudo em nome da ciência e da vida, claro! Até quando vamos aceitar isso? A paciência está no limite…